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Milhares de manifestantes caminham pela avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro

Em Brasília, após tentarem entrar no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, manifestantes depredaram o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. No Rio de Janeiro, em Salvador, Belém, Campinas, Porto Alegre e Fortaleza, houve confronto de manifestantes com policiais. Um manifestante morreu e outros três foram atropelados durante os protestos que ocorrem em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

O número total de participantes deve crescer ainda mais, pois nem todos os lugares divulgaram uma estimativa oficial sobre os protestos.

Além do pedido de mais qualidade e tarifas mais baixas no transporte público, tema que originou a onda de protestos, as “bandeiras” dos manifestantes agora reúnem uma série de outros motes: o uso de dinheiro público em obras da Copa do Mundo, melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança, combate à corrupção, a PEC 37 (mudança de lei que pode tirar o poder de investigação do Ministério Público), além de outras questões e insatisfação generalizada contra governantes.

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Cerca de 2.000 pessoas se reuniram em Marabá (PA) nesta quinta-feira (20) e caminharam pelas ruas do município. Durante o protesto, pediram mais investimentos em educação e saúde no Estado (Foto: Antônio Cícero/Estadão Conteúdo)

Rio de Janeiro, com ao menos 300 mil pessoas, e São Paulo, com mais de 110 mil pessoas, reuniram a maior quantidade de público os protestos desta quinta. Os números foram estimados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e a Secretaria de Defesa Social pernambucana.

No Rio, os manifestantes se concentraram na Candelária. Antes do início da passeata, cerca de 20 militantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram expulsos da concentração para o protesto. Pressionados pela multidão que gritava “Sem partido”, os militantes deixaram o local pela rua da Quitanda.

Em São Paulo, ao menos 110 mil manifestantes, segundo medição do Datafolha, voltaram a interditar a avenida Paulista e a avenida 23 de Maio, na região central da cidade.

A onda de protestos começou a crescer em 6 de junho em São Paulo, quando 2.000 pessoas protestaram contra o aumento da tarifa de ônibus, metrô e trem, que subira de R$ 3 para R$ 3,20 quatro dias antes (2 de junho; a alta dos ônibus foi de 6,7%, contra 15,5% do IPCA).

Na quarta (19), pressionados pelos protestos (que levaram 65 mil pessoas às ruas na segunda, 17) , o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciaram, em conjunto, a revogação do aumento, levando o valor da tarifa de volta a R$ 3. O protesto de hoje em São Paulo tinha também, segundo o Movimento Passe Livre, a intenção de “comemorar a vitória” dos manifestantes.

Outro grupo de manifestantes, organizado pelo PT, realizou um ato de apoio à presidente Dilma nas proximidades da avenida Paulista.

Veja a estimativa de participantes em algumas das cidades em que houve protestos nesta segunda (todos os dados foram fornecidos pela Polícia Militar local, exceto São Paulo, cuja fonte é o Datafolha):

Rio de Janeiro – 300 mil
São Paulo – 110 mil
Manaus – 60 mil
Vitória – 60 mil
Recife – 52 mil
Campinas (SP) – 35 mil
Campo Grande – 35 mil
Cuiabá – 35 mil
Brasília – 30.000
Ribeirão Preto (SP) – 25 mil
João Pessoa – 22.000
Florianópolis – 21 mil
Porto Velho – 20 mil
Uberlândia (MG) – 20 mil
São José dos Campos (SP) – 20 mil
Belém – 15.000
Belo Horizonte – 15.000
Campina Grande (PB) – 15.000
Natal – 15.000
Salvador – 15.000
Maceió – 10.000
Palmas – 10.000
Porto Alegre – 10.000
Teresina – 10.000
Curitiba – 3.000
Fortaleza – 1.500
Londrina (PR) – 1.000
interior de Santa Catarina – 50.000

 

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via: uol

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