Com a leve redução do preço médio da gasolina em junho, no Pará, frentistas garantem que a queda já pode ser sentida na bomba com o aumento da demanda, enquanto consumidores dizem que o impacto é quase imperceptível.
O estudo foi divulgado na última segunda-feira (1°) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Em um dos postos da capital paraense, um funcionário contou que os preços caíram na última semana. Antes, o litro da gasolina comum custava R$ 4,56 para quem pagasse em dinheiro, valor que agora é de R$ 4,45. Segundo o frentista, já foi possível perceber alta no movimento de consumidores após a mudança.
Já o microempreendedor Arthur Rodrigues, de 20 anos, que estava no estabelecimento, disse que ainda não notou redução de preços em nenhum local. “Continua um absurdo. Há três anos, eu pagava R$ 3,70 em um litro de gasolina, agora é quase um real mais caro e sem nenhuma qualidade”, opinou. Por mês, Arthur gasta R$ 600 com combustível.
O servidor público Gilson Normandes, de 51 anos, utiliza cerca de 30% de seu salário com gasolina aditivada – são R$ 1.500 para os dois carros que a família usa.
“Infelizmente, precisamos pagar esse valor. Não tem como economizar, porque não se pode abastecer em qualquer lugar. Mesmo encontrando promoções, é preciso ter cuidado com a escolha do posto”, disse. Quanto à queda no preço da gasolina, Gilson contou que ainda não sentiu. “Sempre diminuem na refinaria, mas não chega ao nosso bolso”, comentou.
Fonte: O Liberal.
