Belém coleciona exemplos da falta de consciência ambiental.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, iniciativa de morador faz a diferença.

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Lixo nas ruas de Belém (Foto: TV Liberal)

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), o que não faltam são exemplos de desrespeito e falta de consciência ambiental verificados na ruas de Belém.

Na rua N-1 do conjunto da Cohab, em Icoaraci, os moradores reclamam de um monte de entulho que já alcançou mais de um metro de altura. Eles dizem que o lixo doméstico é retirado três vezes por semana, mas o entulho permanece no local há quase um mês. Além do mau cheiro que pode ser sentido no local, o grande volume de entulho também tem atraído insetos e ratos.

A pensionista Graça Uchoa conta que tudo começou quando um morador despejou um armário. Desde então, os moradores de outras ruas do conjunto começaram a usar a área como “depósito” de objetos que não queriam.

“Eles disseram que só iriam retirar (o entulho) se tivesse pelo menos três metros cúbicos. Eu disse para eles que eu não ia saber calcular. Aí me disseram que seria o equivalente a uma caixa d´água de 500 litros. E ainda falaram ‘Se eu for aí e não tiver (o volume indicado), a senhora vai ser multada'”, relata a pensionista, que procurou uma providência através do Disque Entulho.

A dona de casa Maria das Dores diz que muitos moradores até tentam fiscalizar para que outras pessoas não joguem lixo, mas muitos se aproveitam da noite para agir sem serem vistos.

“De noite ninguém vê. As pessoas se aproveitam do nosso sono, e de madrugada vêm aqui e jogam da carroça (o entulho). Entra prefeito, sai prefeito, e haja o povo sujar”, reclama a dona de casa.

No bairro de Batista Campos, localizado em uma área nobre de Belém, a situação não é diferente do que se observou em Icoaraci: mais entulho despejado irregularmente no meio da rua.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Belém, a responsabilidade pela limpeza no distrito de Icoaraci é da agência distrital, mas informou que deve retirar o entulho até o próximo sábado (8).

Fazer a diferença
O jornalista Marcelo Vieira, de 41 anos, resolveu fazer a diferença e um exemplo a ser seguido. Desde 2002, ele tem em casa contêineres de lixo de diversas cores, separados por material a ser depositado: plástico, papel, vidro, metal e material orgânico.

Para o lixo que pode ser reciclado, ele diz que conta ainda com a ajuda de uma ONG. “Coletar até que é fácil, difícil é você levar, transportar isso para um local adequado. Eles vêm catar toda semana”, explica o jornalista.

Animado com a ideia de colaborar com o meio ambiente, ele colocou uma placa solar no telhado de casa e, com isso, conseguiu reduzir a conta de luz. Agora Marcelo faz o aproveitamento da água da chuva para afazeres domésticos, como limpar a garagem e regar as plantas.

“As pessoas também têm uma noção de que ser sustentável é caro, e não é caro. Separar o lixo não é caro, aproveitar água da chuva não é caro. Se você fizer isso, vai estar colaborando, e o nosso planeta precisa”, finaliza.

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g1 pa

 

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