Cerca de 65 mil eleitores devem fazer o cadastro das impressões digitais.
Sistema deve ser implantado ainda em 2013 no município.

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Foto: reprodução

Em Paragominas, no sudeste do Pará, as próximas eleições serão realizadas por meio do voto biométrico. Na última terça-feira (12), representantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se reuniram com autoridades do governo estadual e representantes civis para discutir o funcionamento do sistema no município.

Cerca de 65 mil eleitores deverão fazer o cadastro das impressões digitais no novo sistema, que deve ser implantado na cidade até o final de 2013. O sistema biométrico, que usa as impressões digitais para identificar os eleitores, reduz a possibilidade de fraude, amplia a segurança e acelera o processo de votação.

Saiba mais sobre Biometria

A palavra biometria vem do grego: bios (vida) e metron (medida). Designa um método automático de reconhecimento individual baseado em medidas biológicas (anatômicas e fisiológicas) e características comportamentais.

As biometrias mais implementadas, ou estudadas, incluem as impressões digitais, reconhecimento de face, íris, assinatura e até a geometria das mãos. Porém, muitas outras modalidades estão em diferentes estágios de desenvolvimento e estudos. As impressões digitais, por exemplo, vêm sendo usadas por mais de um século, enquanto a íris é objeto de estudo há pouco mais de uma década. Não existe ainda uma modalidade biométrica que se aplique em todas as situações.

TSE-biometria-portal-tailandiaMuitos fatores devem ser levados em conta para se implantar um sistema biométrico, tais como localização, riscos de segurança e número de usuários, entre outros.

Todo sistema biométrico é preparado para reconhecer, verificar ou identificar uma pessoa que foi previamente cadastrada.

Na biometria, o procedimento de verificação ocorre quando o sistema confirma uma possível identidade comparando apenas parte da informação com o todo disponível. Já o processo de identificação confirma a identidade de um indivíduo, comparando o dado fornecido com todo o banco de dados registrado.

A biometria é usada em inúmeros lugares para melhorar a segurança ou conveniência dos cidadãos. No Brasil, a emissão de passaporte, de carteiras de identidade e o cadastro das Polícias Civil e Federal contam com sistemas biométricos.
Além disso, muitas empresas adotam tais sistemas para acesso às suas instalações ou utilização de seus serviços. É o caso de algumas academias de ginástica que usam leitura da impressão digital para controlar o acesso dos seus frequentadores.

Para o reconhecimento individual são coletados dados biométricos por meio de sensores que os colocam em formato digital. Quanto melhor a qualidade do sensor, melhor será o reconhecimento alcançado. No caso do cadastramento que será efetuado pela Justiça Eleitoral, os dados serão coletados por um scanner de alta definição.

Biometria na Justiça Eleitoral

Nas eleições gerais de 2010, 1.136.140 eleitores cadastrados puderam votar em urnas eletrônicas com leitor de identificação biométrica, que reconhece as impressões digitais dos eleitores. Nas eleições de 2012, mais de 7,7 milhões de eleitores estão aptos a votar utilizando essa nova tecnologia de identificação de dados.

No primeiro semestre de 2011, foram convocados para a revisão eleitoral os eleitores de dois estados do nordeste, duas capitais, dois municípios de São Paulo e seis cidades pernambucanas. Outras dezenas de municípios, incluindo mais uma capital, iniciaram a revisão biométrica do eleitorado no segundo semestre de 2011 e no primeiro semestre de 2012. Ao todo, mais de 6,4 milhões de eleitores foram recadastrados nesse período.

Com o sistema, o Brasil poderá criar o maior banco de dados de imagens de impressão digital existente no mundo.

O processo de identificação deve confirmar a identidade de cada eleitor, comparando o dado fornecido com todo o banco de dados disponível. A possibilidade de um eleitor autêntico ser negado pelo sistema biométrico é real, embora muito rara, fato comprovado nas eleições de 2010, que registraram baixíssimo índice de não reconhecimento das digitais. Isso pode ocorrer porque as impressões digitais de uma pessoa podem sumir temporariamente por causa do uso de produtos químicos ou descamações severas na palma da mão.

Além do evidente benefício de ordem eleitoral, a identificação biométrica dos eleitores brasileiros também servirá para outros fins. A Corte firmou acordo com o Ministério da Justiça para colaborar com o fornecimento do Cadastro da Justiça Eleitoral, que compreende mais de 140 milhões de eleitores. O sistema auxiliará na implantação do Registro de Identificação Civil (RIC), o número único que identificará cada brasileiro para identidade, carteira de motorista, passaporte e outros documentos.

 

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Com informações G1 / TSE

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