Enquanto em Tailândia promotor vai ao mercado apreender carne de porcos com procedência duvidosa…

 

A exemplo da cidade de Chapecó (SC), no Sul do país, o município paraense de Paragominas pode se tornar um grande polo de criação de suínos na Região Norte, produzindo além de carne, embutidos como linguiça, bacon, presunto e mortadela, a partir da implantação do primeiro frigorífico do Estado para abate de animais de pequeno porte. O  Fortefrigo LTDA, do grupo Pagrisa, chega à região com o apoio do Governo do Estado e da prefeitura local. O projeto para implantação da unidade frigorífica deu entrada, ontem, no Banco da Amazônia, que vai financiar o empreendimento com recursos do Fundo Constitucional do Norte (FNO).

O assunto foi discutido em Paragominas, nesta quarta-feira, 16, durante um encontro que reuniu o secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, o prefeito Adnan Demachki, o superintendente regional do Banco da Amazônia no Pará e Amapá, Luis Euclides Feio, e o empresário Murilo Villela Zancaner, do grupo Pagrisa, além de representantes da Adepará, Emater e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município.

A etapa de construção das instalações e de financiamento de máquinas, equipamentos, veículos e capital de giro está orçada em R$ 25,2 milhões. Posteriormente serão investidos mais R$ 27,4 milhões, em recursos do Pronaf, para o financiamento de 100 pequenos produtores rurais de Paragominas e de toda a Região do Rio Capim, que integrarão o projeto, inicialmente, com a criação caprinos e ovinos, mas principalmente de suínos. Eles vão receber leitões, ração e assistência técnica para a engorda dos animais que serão comprados pelo frigorífico, cuja capacidade de abate chegará a 700 animais de pequeno porte por dia, além de 390 cabeças de gado.

Durante o encontro foram detalhadas as ações que deverão ser realizadas a partir de agora para a implantação do projeto, que foi iniciado em 2011, a partir de um protocolo de intenções assinado pelo Governo do Estado, Banco da Amazônia, Prefeitura de Paragominas e Pagrisa. A empresa já iniciou as obras de terraplenagem da área onde o frigorífico será instalado, que totaliza 26 hectares, localizada no Distrito Industrial e cedida pela administração municipal. O frigorífico vai gerar 200 empregos diretos e o projeto como um todo cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos.

O secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, destacou a importância de se legalizar a comercialização da carne proveniente dessas espécies no Estado. Mas, segundo ele, o objetivo principal do projeto e estimular a criação de animais de pequeno porte como “uma alternativa que agregue valor à produção familiar, gerando emprego e renda e alimentos de qualidade à população”. Segundo o secretário, o objetivo é chegar a 500 famílias, contribuindo para a circulação de recursos no município, dinamizando a economia e melhorando a condição de vida da população.

O prefeito Adnan Demachki, que foi buscar inspiração no município catarinense – maior produtor de suínos do país -, afirmou que o objetivo é verticalizar a produção de milho e soja do município para que não seja cometido o mesmo erro que se viu com a madeira na região. “Nós erramos muito no passado, serrando madeira e mandando pra fora, para que outras cidades produzissem os móveis. Não queremos errar com a soja e com o milho, mantendo esse estatus de mero exportador de matéria-prima”, afirmou.

“Os granjeiros de Belém não estão dando conta de absorver a produçã de milho que sai daqui, por isso precisamos de um empreendimento para verticalizar essa produção. Em vez de vender o milho, vamos vender a carne, agregar valor”, afirmou Murilo Zancaner, diretor executivo do Grupo Pagrisa. “Isso representa uma alternativa para que o trabalhador rural viva no campo com dignidade, dando conforto para sua família e sem agredir o meio ambiente”, comemorou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Paragominas, Domingos Paz da Luz.

 

 

 

 

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