Esgoto a céu aberto no Pará (Foto: divulgação)

As famílias paraenses continuam crescendo, ao contrário do que ocorre na média brasileira. Em 2009, eram constituídas por 3,4 pessoas por domicílio em média. Em 2011, a média passou para 3,5. Esse crescimento ocorre de forma proporcional ao número de desempregados nas residências. Em 2009, 19,8% das pessoas de referência das famílias estavam desempregadas. Em 2011, esse índice pulou para 23%. Por outro lado, o Pará continua tendo o quarto pior índice de rede coletora de esgoto no país, com apenas 7,9% de residências. E a melhoria desse serviço não acompanha o crescimento populacional.

Pior que isso: comparando dados de 2009 e 2011, o sistema de coleta de lixo no Estado encolheu. Em 2009, 1 milhão 565 famílias tinham coleta de lixo em casa. Em 2011, 67 mil famílias perderam a coleta de lixo. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada ontem, em Brasília, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A rede coletora de esgotamento sanitário no Brasil aumentou nos dois últimos anos, passando de 59,0%, em 2009, para 62,6%, em 2011, alcançando mais 3,8 milhões de domicílios. Pela pesquisa, o maior avanço foi na região Norte, onde houve aumento de 547 residências atendidas para 896 mil, ou 63,8%. Mas fica claro também que ainda há muito para ser feito, para atender aos mais de 3 milhões de domicílios na região.

Quanto à compra de bens duráveis, não só o Pará, mas também todos os estados e o Distrito Federal aumentaram sua capacidade de compra. O número de domicílios com computador e internet, por exemplo, cresceu quase 40% de 2009 para 2011em todo o país. No Pará teve um crescimento de 6,3%, sendo o item da existência de bens duráveis nas residências que mais cresceu no Estado. Os paraenses também estão comprando mais carros, mais motocicletas, telefones celulares, DVDs e televisões. Mas estão perdendo, a cada dia, o hábito de escutar o velho rádio, item que teve declínio em todo o Brasil. No Pará, a queda foi de 11,1%.

CASA PRÓPRIA

A pesquisa mostrou que um dos bens mais sonhados pelos brasileiros – a casa própria – já está bem próxima à realidade. Dos 61,2 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil, 45,8 milhões são próprios, a maioria já quitada. Quase três milhões de brasileiros atingiram o sonho da casa própria. Cerca de 70% dos domicílios próprios (43 milhões) já foram pagos, e 4,7% (2,9 milhões) estão em processo de compra. Os alugados representam 17,3% (10,6 milhões), os cedidos 7,5% (4,6 milhões) e os que tinham outra forma de ocupação, 0,5% (297 mil unidades).

O Norte concentra, ainda, a maior proporção de domicílios próprios: 78,5%. A menor incidência ocorre no Centro-Oeste, que tem 65,6% – de acordo com a pesquisa, esse índice é puxado pela capital federal. Dos quase três milhões de brasileiros que conseguiram a casa própria nos últimos dois anos, 1,2 milhão estava no Sudeste. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que a população residente no Brasil foi estimada em 195,2 milhões, um aumento de 1,8% (3,5 milhões) em relação a 2009. As mulheres representavam 51,5% (100,5 milhões) da população e os homens, 48,5% (94,7 milhões).

HABITANTES

No Pará, a estimativa é que já sejam 7,878 milhões de habitantes, aumento de 229 mil pessoas quando comparado ao número de habitantes em 2009. A grande massa da população paraense está na faixa dos 25 aos 39 anos, com 23,5% do total de habitantes. A população idosa, com mais de 60 anos, é minoria no Pará (8,2%).

Rendimento dos paraenses é um dos mais baixos

Os brasileiros passaram a ganhar mais dinheiro nos últimos três anos. O rendimento médio do trabalhador passou de R$ 1.242 em 2009 para R$ 1.345 no ano passado, ou seja, alta de 8,3% no período. O rendinmento médio do paraense continua sendo um dos mais baixos do país. Pulou de R$ 897 em 2009 para R$ 992 em 2011, mas continua muito distante da média brasileira. O aumento do ganho real médio dos trabalhadores foi observado em todas as faixas de renda. Tanto que, entre os mais ricos, que representam 1% da classe trabalhadora, o valor médio passou de R$ 15.437 em 2009 para R$ 16.121 ao mês em 2011.

A renda média das famílias brasileiras de baixa renda também subiu, mas ainda está longe de ser ideal: passou de R$ 144 em 2009 para R$ 186 ao longo do ano passado.

O levantamento também mostra que todas as regiões apresentaram aumento do rendimento médio mensal real de trabalho: Norte (7,7%), Nordeste (10,7%), Sudeste (7,9%); Sul (4,0%) e Centro-Oeste (10,6%). Em 2011, estes valores foram estimados, respectivamente, em R$ 1.100, R$ 910, R$ 1.522, R$ 1.461 e R$ 1624.

As regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentaram os maiores crescimentos do rendimento médio mensal real de trabalho neste período e possuíam, respectivamente, o maior e menor rendimento médio entre todos.

O número de solteiros e divorciados também aumentou no Brasil. Em 2009, o país contava com 62,2 milhões de solteiros e 7,8 milhões de divorciados contra 66,6 milhões de casados. Em 2011, os números mudaram para 72 milhões, 8,9 milhões e 59,7 milhões, respectivamente.

A região Norte é a que concentra o percentual mais alto de solteiros – 62% da população. Por outro lado, as regiões Sudeste e Sul apresentam os percentuais mais altos de casados.

 

 

(Diário do Pará)

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