Imagem ilustrativa – Crédito: Reprodução/Maconequi

Após unidades de saúde de Manaus ficarem sem oxigênio para tratamento de pacientes com covid-19, outro triste relato vem à tona nesta sexta-feira, 15. Com a falta de respiradores mecânicos, equipes médicas estão recorrendo à ventilação manual para salvar vidas.

Em ambos os casos, a finalidade da ventilação é fazer, de forma artificial, o trabalho do qual os pulmões e o corpo do paciente não estão mais fazendo naturalmente, para garantir a respiração e a circulação de oxigênio.

Os equipamentos de ventilação mecânica são mais eficientes, mas na falta deles, se recorre ao reanimador manual autoinflável, conhecido também como “ambu”. Estes aparelhos são impulsionados por uma bombinha de borracha apertada com as mãos, conectada por canais até chegar ao paciente em uma máscara facial ou em tubos inseridos na traqueia do paciente.

Em entrevista à BBC News Brasil, um médico contou que a utilização do ambu tem sido frequente no Estado desde o início da pandemia. Ele relatou ainda que as equipes médicas realizam “escala do ambu”, uma espécie de rodízio para fazer a ventilação manual dos pacientes.

Colapso em Manaus

O sistema de saúde de Manaus está em colapso com aumento de casos e mortes por covid-19. Ontem, 14, médicos usaram as redes sociais para informar que alguns hospitais já estão sem oxigêncio para os pacientes em tratamento.

Uma ala inteira de pacientes internados no Hospital Universitário Getúlio Vargas, que está sem oxigênio, acabou morrendo, denunciou o pesquisador da FioCruz, Jessem Orellama.

Com essa situação instaurada, o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou que vai adotar “toque de recolher” na capital Manaus, a partir das 19h de ontem, 14. “Estamos decretando o fechamento de todas as atividades e circulação de pessoas entre as 19h e as 6h, exceto atividades e transportes especiais à vida”, disse o amazonense.

Por: G1

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