Dilma gastou a maior parte do tempo defendendo o ajuste fiscal (Foto: reprodução)
Dilma gastou a maior parte do tempo defendendo o ajuste fiscal (Foto: reprodução)
Dilma gastou a maior parte do tempo defendendo o ajuste fiscal (Foto: reprodução)

Enquanto o discurso de Dilma era transmitido, houve registros de “panelaços” e gritos de ‘Fora Dilma' em diversos bairros em São Paulo, no Rio e em outros estados. Moradores de bairros como Pinheiros, Moema, Vila Mariana e Campo Belo (em São Paulo) e Barra da Tijuca (Rio) foram para a sacadas de seus prédios gritar frases de protestos contra a presidente.

Vídeos com que registravam o panelaço inundaram as redes sociais minutos após o procunciamento.

No Facebook e no Twitter, internautas também criticaram Dilma e opinaram sobre os protestos – que muitos consideraram inapropriados por conta das ofensas à presidente, os classificando de “manifestações de sacada” ou “ativismo gourmet”.

Admitindo problemas, Dilma culpa crise internacional e seca inesperada

A presidente Dilma Rousseff aproveitou o Dia da Mulher para fazer seu primeiro pronunciamento em rede nacional deste ano.

No discurso, ela afirmou que a crise pela qual o Brasil passa nem de longe se assemelha às anteriores e que as novas medidas não vão parar o país.

A presidente também pediu paciência aos brasileiros e culpou a crise internacional e a seca que atinge o país pelos problemas atuais.

“Estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão em 1929.”

Dilma afirmou que as circunstâncias mudaram por conta do agravamento de problemas no Brasil e em boa parte do mundo e completou: “Há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste.”

“Não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática.”

Paciência

“Entre outros efeitos, sei que essa seca vem causando o aumento temporário nos custos da energia e de alguns alimentos. Você tem todo direito de se irritar e se preocupar.”

Dilma também pediu “paciência e compreensão” aos brasileiros, afirmando que se tratam de “problemas temporários”.

Já ao fim de seu discurso, ela tratou da Operação Lava-Jato, dizendo que a “mão da Justiça vem se fortalecendo”.

“É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras.”

Dividir esforços

Dilma também aproveitou para explicar o porquê de o governo estar fazendo o que chamou de correções e ajustes na economia.

“Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.”

E afirmou não ser a primeira vez que o Brasil passa por isso, dizendo que em 2003, no início do governo Lula, foi preciso tomar medidas corretivas.

“Depois tudo se normalizou e o Brasil cresceu como poucas vezes na história”, disse.

“São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável. Você que é dona de casa ou pai de família sabe disso.”

Lei do Feminicídio

A presidente também anunciou que vai sancionar nesta segunda-feira a Lei do Feminicídio.

“Quero anunciar um novo passo no fortalecimento da justiça, em favor de nós, mulheres brasileiras. Vou sancionar, amanhã, a Lei do Feminicídio que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero.”

Segundo ela, com a aprovação, o crime passará a ter penas mais duras. “A medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira”.

 

Via BBC Brasil

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