Um gari da Escócia, que matou a filha de dois meses, sacudindo-a quando ela o acordou chorando, foi condenado a sete anos de prisão nesta semana.
Joseph Ray, 32, atacou a pequena Ava Ray no apartamento da família, em Prestonpans, em 1º de novembro de 2012.
Ele foi acordado pelo choro da criança e, com raiva, sacudiu-a até a morte, ato que um tribunal classificou como uma “perda momentânea de controle”.
Ray foi inicialmente acusado de homicídio doloso, após uma investigação de quase sete anos sobre a morte, mas se confessou culpado de uma acusação reduzida de homicídio culposo.
Ao prendê-lo na Suprema Corte em Glasgow, a juíza Lady Stacey disse a Ray: “Como você sabe, Ava tinha o direito de buscar em você amor, afeto e apoio. Você falhou nisso e seu fracasso teve consequências terríveis.”
“Eu acredito que tenha sido causado por uma perda momentânea de controle. Ela era um bebê pequeno e você deveria tê-la tratado com cuidado e atenção”, disse a magistrada.
“Dia cheio”
A defesa disse: “A explicação do Sr. Ray para o que aconteceu é que ele teve um longo dia de trabalho, e sua parceira, Lauren Scott, estava fora e ele ficou com os cuidados do bebê.”
Mas a promotora Ashley Edwards lembrou que o casal teve discussões após o nascimento, principalmente sobre quem ficaria acordando de madrugada.
No dia do assassinato, Ava foi deixada aos cuidados de Ray, já que Lauren tinha ido trabalhar em um bar local às 18h30.
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Por volta das 22h50, Ray correu para uma casa vizinha e disse que sua filha estava “fria”.
Uma chamada para a emergência foi feita e os paramédicos encontraram Ava “de cor branca, mole e sem resposta”.
Ava foi levada às pressas para o Royal Hospital for Sick Children de Edimburgo, onde morreu na manhã seguinte.
Indeterminado
Inicialmente, a morte de Ava foi tida como “indeterminada”. Muitos profissionais colaboraram para chegar a um diagnóstico e se chegou ao entendimento de que ela sofreu um dano traumático no cérebro.
Não se sabe se o casal ainda está junto. Ray foi sentenciado por videoconferência
O Liberal
