Segunda fase da operação “Mutuca” atuou em 4 cidades, dentre elas Tailândia.
Operação que combate o tráfico de drogas foi iniciada mês passado.

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Foto: Jairo Lopes / TV Liberal

Mais de cem mil pés de maconha foram destruídos nas regiões de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Moju e Tailândia, segundo balanço da segunda fase da operação “Mutuca”, da Polícia Civil, divulgado nesta quarta-feira (22).

A operação “Mutuca” foi deslanchada no final do mês passado, quando mais de 115 mil pés de maconha em 11 plantações foram destruídos, na região do Piriá e do Triângulo do Capim. Na semana passada, a operação teve sua continuidade, na segunda etapa, na região de Moju, Tailândia, Concórdia do Pará, Tomé-Açu e Vale do Acará.

Mais de 100 mil pés da erva foram descobertos e incinerados, dezenas de armas artesanais, conhecidas como bufetes, foram apreendidas. As armas eram usadas no meio da mata em armadilhas escondidas no meio do mato. Só na região de Moju, na sexta-feira passada, cinco roças da erva foram destruídas. Ao todo, foram 80 mil pés da droga incinerados só nessa região.

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Dezenas de armas artesanais, conhecidas como bufetes, foram apreendidas. (Foto: Jairo Lopes / TV Liberal)

Além dos 80 mil pés de maconha foram destruídas também 30 quilos de maconha prensada já pronta para consumo e mais 50 quilos da erva em processo de secagem. Foram apreendidas, ainda, armas de fogo artesanais e munições usadas em armadilhas no meio da mata. A ação policial contou com policiais civis, militares e peritos criminais, com apoio de um helicóptero do Grupamento Aéreo do Sistema de Segurança Pública do Estado.

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A operação Mutuca, da Polícia Civil, resultou na destruição de 255 mil pés de maconha e de cerca de 20 plantações da erva, em sete municípios do nordeste do Pará. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (22), em entrevista coletiva na Delegacia Geral.

Participaram da entrevista os delegados João Bosco Júnior, diretor de Polícia Especializada, Hennison Jacob, da Divisão Estadual de Narcóticos, e Luís Xavier, superintendente da Polícia Civil na região do Salgado, além do tenente-coronel Simão Salim, subcomandante do Comando de Missões Especiais (CME), e dos representantes do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, os peritos criminais Edmilson Lobato e Benedito Leão.

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Os homens do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) ajudaram a localizar, de helicóptero, as plantações espalhadas em sete municípios.

Somente na segunda etapa dos trabalhos, do dia 17 até quarta-feira (21), a operação destruiu oito plantações e 140 mil pés em Moju, Tailândia e Concórdia do Pará. Na primeira fase, de 22 a 28 de abril, nos municípios de Nova Esperança do Piriá, Garrafão do Norte, Cachoeira do Piriá e Vizeu foram desfeitas onze plantações, com 115 mil pés destruídos. Para vasculhar a área, os policiais sobrevoaram a região no helicóptero comandado pela equipe do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

Para o delegado João Bosco, que coordenou a operação, na segunda etapa da operação o que surpreendeu foi a boa estrutura das plantações de maconha, o que indica que esse cultivo existia há, pelo menos, três anos na área. Em apenas uma delas, em Moju, a área usava para cultivo da erva era do tamanho de um campo de futebol, com 100 por 80 metros quadrados e estimados 30 mil pés de maconha. Somente nessa região, três plantações foram encontradas.

Segundo o delegado Hennison Jacob, o solo fértil e a água em abundância na região de Moju, Tailândia e Concórdia do Pará são fatores que contribuem para a plantação da erva. “Acreditamos que a droga era colhida de três em três meses”, disse, ressaltando que foi registrado o furto de adubo químico em uma empresa de fabricação de dendê, que pode ter sido usado no cultivo da planta.

Segundo os delegados, não foram feitas prisões, pois a presença do helicóptero afugenta os traficantes, e dificilmente há prisões em flagrante nesses casos. Para Jacob, o benefício para a sociedade com a destruição das plantações e dos pés da erva é incalculável. “É menos droga que chega às mãos de outros traficantes e consumidores”, ressaltou.

Além das plantações, foram apreendidas, nas duas etapas da operação, dez mil mudas; 81 quilos de maconha prensada; 80 quilos da erva já beneficiada; 25 quilos de sementes; duas motosserras; uma roçadeira (equipamento usada para preparar o roçado), além de mais de dez armas de fabricação caseira, que disparam um único tiro e são usadas em armadilhas no meio da mata, e munição.

Na operação, estiveram envolvidos 42 agentes, entre policiais civis de divisões e superintendências regionais do interior; militares do Comando de Operações Especiais (COE); peritos criminais e homens do Graesp. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo cultivo da planta.

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Polícia Civil | g1 pa

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