Uma operação tenta frear o desmatamento que avança sobre unidades de conservação ambiental no sudoeste do Pará. Foram identificados novos pontos de destruição da floresta nos municípios de Altamira, Novo Progresso, e Itaituba. Já foram desmatados aproximadamente 4 mil hectares em Novo Progresso, quase 10 mil em Altamira, e 3 mil hectares em Itaituba.

Desde que começou, em agosto deste ano, a operação conjunta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e do Ministério Público do Trabalho e Emprego já identificou 47 pontos de desmatamento, destruiu 4 acampamentos de madeireiros, e libertou 35 trabalhadores em situação semelhante à escravidão.

Segundo Paulo Maués, coordenador da operação do Ibama, os infratores derrubam as árvores de maior porte com motosserras e depois ateiam fogo, para transformar o local em pasto. “É uma técnica extremamente nociva ao meio ambiente, e principalmente à população local, que sofre com a fumaça”, afirma Paulo.

Depois do desmatamento, é o fogo que preocupa os agentes do Ibama. Quatro grandes focos de incêndio foram identificados por satélite. A fumaça chega até a zona urbana de Novo Progresso.

Segundo o coordenador do Prev Fogo, Daniel Belolo, a topografia local dificulta a ação. “O fogo está avançando para a região da floresta. A topografia do local é de serras, então isso dificulta o avanço da brigada”, afirma.

A operação de combate no sudoeste do Pará continua. Mais de R$ 50 milhões em multas já foram aplicadas.

Órgãos ambientais interrompem desmatamentos no Pará. (Foto: Nelson Feitosa / Divulgação)

 

g1 pará

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