A Organização Mundial da Saúde volta a testar a hidroxicloroquina em seus programas pelo mundo na busca de um tratamento para pacientes diagnosticados com o coronavírus. Os testes tinham sido suspensos na semana passada para que os dados sobre a segurança do remédio fossem avaliados.

Tal decisão havia sido tomada depois que um estudo publicado na revista científica The Lancet alertou sobre os riscos da cloroquina, indicando um aumento da mortalidade nos pacientes que receberam o tratamento.

A OMS, ainda assim, insiste que não recomenda nem para tratamento e nem para prevenção. Segundo a agência, hoje não existem provas ou evidências de que o tratamento reduza a mortalidade em pessoas com o vírus e nem que proteja aqueles que não foram infectados.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, confirmou que não existem provas de que um tratamento reduza a mortalidade das pessoas contaminadas pela covid-19. “Temos de ser cautelosos. Quando suspendemos, era com base em aumento de mortalidade descrito num estudo”, disse. “Agora, temos confiança de que não vimos diferenças de mortalidade e recomendou-se que os testes podem continuar”, afirmou. Ela, porém, deixou claro: “ainda estamos falando em testes clínicos”.

Fonte: UOL

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