Prestes a ocupar a faixa das 18h da Globo, a novela “Joia Rara” mistura a filosofia budista a uma história de amor proibido na década de 1930. Trama preocupa budistas.

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Caio Blat interpreta o monge Sonan (Renato Rocha Miranda/Globo)

A joia rara em questão é a filha do casal de protagonistas reconhecida como reencarnação de um mestre budista dos Himalaias, que ajudou a salvar a vida de seu pai.

A exemplo do que ocorreu com outros folhetins do canal abordando temas espirituais, a trama já é discutida por seguidores do budismo.

“Para mim, eles já começaram errado. Não se pode colocar a reencarnação numa novela”, diz o lama (professor) Zopa Norbu, do centro de difusão do budismo dos Himalaias Jardim do Dharma, em São Paulo.

“No budismo se ensina isso, mas não é um conhecimento para se colocar numa novela, para [ser visto por] milhões de pessoas que não têm essa crença”, diz o lama.

Na opinião dele, o alcance da novela pode despertar “o problemão” da intolerância religiosa. A melhor das hipóteses, para Norbu, é que a audiência ignore os aspectos budistas “e veja simplesmente como uma novela”.

Já Thelma Guedes, que divide a autoria da novela com Duca Rachid, afirma: “É um erro subestimar a capacidade do público de receber os temas. O público espera ver um folhetim. Se você o fizer, com os clichês que estruturam esse gênero, e abordar dentro dessa estrutura qualquer outro tema, o público estará disponível para recebê-lo”.

A lama Sherab, professora residente no Templo de Três Coroas (RS), afirma que “existe o risco de haver um entendimento pela metade” a respeito do budismo, mas diz estar “superfeliz” com a oportunidade de divulgação.

CRÍTICA DO PORTAL TAILÂNDIA

Uma coisa não me entra na cabeça, a Rede Globo insiste nesses temas mesmo sabendo que no Brasil, segundo o Censo de 2010, 86,8% da população é cristã, e portanto, não tem na sua filosofia de vida esse tipo de ensino tão enfatizado pela emissora. Na minha concepção é no mínimo, uma falta de respeito com o seu ‘público'. Já que ela (a Globo) prega o respeito às diferenças, porque nunca fez uma telenovela que pregue o respeito à família tradicional e aos costumes cristãos, que seria o mais normal para um país cristão?!

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Via, Folha de S.Paulo

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