O Ministério Público do Pará entrou com uma ação na Justiça pedindo o afastamento do governador Helder Barbalho (MDB) por improbidade administrativa no caso da compra dos respiradores. Além do governador, também fazem parte da ação outros nove réus e a empresa SKN, que vendeu os respiradores.

Segundo o MP, Helder teria cometido improbidade administrativa durante compra de equipamentos hospitalares para o tratamento de casos de Covid-19.

O Procurador Geral Gibelrto Martin assinou a ação que acusa ex-servidores, empresários de envolvimento em esquema de fraudes na compra de 1.600 bombas de infusão usadas no tratamento da Covid-19 no estado.

A ação cita ainda que o governo do Pará agiu de forma ilegal ao fazer o pagamento de forma adiantada, sem as garantias de entrega e que a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sespa) fechou contrato sem exigir documentações obrigatórias.

O procurador diz que não houve pesquisa de preço para buscar uma empresa que oferecesse um valor praticado pelo mercado e que o contrato não passou por análise jurídica e por comissão, que deveria fiscalização a execução do serviço.

De acordo com o MP, o prejuízo aos cofres públicos é de mais de R$3,5 milhões.

O procurador Martins afirma que o governador negociou diretamente o contrato. Ex-secretários da Casa Civil, Parsifal Pontes, e de saúde, Alberto Beltrame, também estão sendo acusados de participação no suposto esquema.

O MPPA pede indenização por danos morais coletivos; a indisponibilidade dos bens dos acusados e também a quebra dos sigilos bancário e fiscal.

Em 2020, uma operação da Polícia Federal prendeu ex-servidores, que estariam envolvidos na contratação supostamente irregular de respiradores para leitos de UTI da mesma empresa, SKN. Um inquérito da PF também investiga o governador Helder Barbalho. A reportagem não conseguiu contato com os outros acusados, nem com a empresa.

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) ainda não julgou a ação.

Fonte G1/PA

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