Foto: Reprodução

A revista Veja divulgou nesta sexta-feira (5), em parceira com o site The Intercept, novos vazamentos de supostas conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol durante a operação Lava Jato. 

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De acordo com o The Intercept, que assina as reportagens com a Veja, Moro e Dallagnol eram muitos próximos, e em vários momentos comemoravam cada conquista nas etapas do processo da Lava Jato. 

Em conversas de 14 de dezembro de 2016, Dallagnol afirmou que a denúncia contra Lula seria protocolada em breve, e a de Sérgio Cabral seria registrada no dia seguinte (o que, de fato, ocorreu).

Com isso Moro respondeu com um emoji de felicidade e a seguinte frase: “um bom dia afinal”.

Os vazamentos das suportas conversas entre Moro e os procuradores da Lava Jato levantaram discussões sobre a conduta do ex-juiz, que teria tido um posicionamento parcial durante o julgamento do processo.

A Veja afirma que foram analisadas pela reportagem 649.551 mensagens. As comunicações examinadas pela equipe são verdadeiras e a apuração mostra que o caso é ainda mais grave.

Outro lado

O ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, foram procurados pela revista.

Nota da redação: procurados por VEJA, Deltan Dalla­gnol e Sergio Moro não quiseram receber a reportagem. Ambos gostariam que os arquivos fossem enviados a eles de forma virtual, mas, alegando compromissos de agenda, recusaram-se a recebê-­los pessoalmente, uma condição estabelecida por VEJA. Mesmo sem saber o conteúdo das mensagens, a assessoria do Ministério da Justiça enviou a seguinte nota: “A revista Veja se recusou a enviar previamente as informações publicadas na reportagem, não sendo possível manifestação a respeito do assunto tratado. Mesmo assim, cabe ressaltar que o ministro da Justiça e Segurança Pública não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e que configuram violação da privacidade de agentes da lei com o objetivo de anular condenações criminais e impedir novas investigações. Reitera-­se que o ministro sempre pautou sua atuação pela legalidade”.

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(Com informações da Revista Fórum)

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