Florisvaldo Wille é dono de uma serraria que estava, no momento da fiscalização, beneficiando madeira retirada ilegalmente da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho (Foto: divulgação)
Florisvaldo Wille é dono de uma serraria que estava, no momento da fiscalização, beneficiando madeira retirada ilegalmente da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho (Foto: divulgação)
Florisvaldo Wille é dono de uma serraria que estava, no momento da fiscalização, beneficiando madeira retirada ilegalmente da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho (Foto: divulgação)

Após denúncia do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o procurador da República Luiz Eduardo Smaniotto, acompanhado de outros servidores do Ministério Público Federal (MPF) e de policiais militares, fez uma inspeção nas madeireiras e serrarias instaladas no quilômetro 50 da rodovia Transcametá, em Baião, no Pará. O proprietário de uma das serrarias, Florisvaldo Wille, foi preso em flagrante.

O pátio da serraria DN Indústria estava repleto de madeira para beneficiamento e, segundo depoimento dos funcionários, as toras viriam da região da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho, coincidindo com a denúncia do ICMBio. Questionado sobre a origem da madeira, o dono da serarria não tinha nenhum documento que comprovasse a origem nem autorização para funcionamento.

No momento da fiscalização, os servidores do MPF consultaram o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente)  que confirmou que o funcionamento da madeireira era ilegal. O proprietário foi levado para Tucuruí e o delegado da Polícia Civil Eduardo Paisani lavrou auto de prisão em flagrante. O processo contra Wille deve tramitar em Belém, porque o município de Baião, onde foi feita a prisão, fica na jurisdição da Justiça Federal na capital.

Além da DN Indústria, outras madeireiras estão sendo investigadas pela extração ilegal de madeira da Resex Ipaú-Anilzinho. Caso seja processado e condenado, Florisvaldo Wille pode ser sentenciado a prisão de um a cinco anos, pelo crime de causar dano a unidade de conservação, da lei de crimes ambientais.

A Resex Ipaú-Anilzinho é uma unidade de conservação que permite o aproveitamento de recursos de maneira sustentável apenas pela comunidade que mora no local. Com 55.816 hectares, a reserva engloba seis comunidades, Espírito Santo, Anilzinho, Lucas, Fé em Deus, Xininga e Joana Peres. A população local sobrevive de agricultura, pesca, criação de animais e coleta de produtos florestais

 

Com informações MPF/PA

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