O instrutor de uma autoescola foi alvo de Boletim de Ocorrência registrado no 20º Distrito Integrado de Polícia de Manaus (AM) por importunação sexual. O caso aconteceu na última terça-feira (27) e teve como vítima uma psicóloga de 29 anos, que o denunciou após ele ter ejaculado em suas costas durante um percurso de motocicleta. O acusado ainda chegou a entrar em contato com o marido da jovem por meio do WhatsApp e confessou o crime. Por áudio, ele relatou que tem uma disfunção e que já passou por um episódio semelhante há quatro anos. 

“Eu quero te pedir perdão. Se vocês puderem retirar a queixa, porque a qualquer hora eu posso ser preso. Há quatro anos eu tivesse esse mesmo problema, aí aconteceu uma situação dessa e eu estou respondendo um processo. E se eu cair de novo, posso ser preso, posso acabar com a minha carreira por alguns momentos de prazer que o diabo botou na minha mente”, disse.

O instrutor também enviou mensagem à vítima pedindo perdão pelo que havia feito e afirmando que seu casamento estaria “por um fio”. Chegou até a oferecer aulas extras gratuitas de direção em troca do silêncio dela e do marido.

Segundo a vítima, as primeiras aulas ocorreram tranquilamente, mas, na última, o instrutor a levou para fazer um percurso na Avenida do Turismo, zona oeste da cidade. No caminho de volta, ela sentiu que ele tentava se aproximar e chegou a pedir que ele mantivesse distância. Um tempo depois sentiu algo molhado no tecido da calça, na região das costas.

“Quando eu senti que minha calça estava molhada, eu parei a moto e passei a chave pra ele e disse: ‘eu não acredito que você fez isso’. Ele ficou perguntando: ‘o que foi, amiga? O que aconteceu?’ E eu disse: ‘Olha a minha calça, está molhada. Você ejaculou em mim’. Ele ficou negando, disse que era coisa da minha cabeça, mas depois confessou e começou a me pedir perdão pelo o que havia feito. Disse que tinha problema com a mulher, que ela não dava conta”, relatou.

A jovem contou que, mesmo com medo, seguiu o percurso até o Centro de Treinamentos do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). E que chegou a relatar o caso ao proprietário da autoescola, mas foi ameaçada. “Eu contei a situação e ele disse que se eu denunciasse a autoescola, eles iam entrar com um processo contra mim e eu é quem teria que indenizar eles”, disse. Foi quando ela procurou o marido e, juntos, procuraram a delegacia.

Já o dono da autoescola declarou, em entrevista à imprensa, que espera a realização de uma audiência entre a jovem e o instrutor, marcada para o dia 5 de novembro, para tomar as medidas cabíveis. “Eu só posso tirar ele da autoescola mediante a comprovação do crime pela Justiça. Eu falei pra ela que se ele errou, vai ficar comprovado. Comprovando, ele pega justa causa”, disse.

A calça usada pela mulher no dia foi entregue à polícia para perícia. A Polícia Civil (PC) afirmou, em nota, que o caso está sob investigação no 20º DIP.

Por O Liberal

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