IBGE 2010 – Cada vez mais jovens e na região norte

O levantamento do Censo 2010 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as mães da região norte do Brasil são as mais jovens e com maior número de filhos e revela: o grau de escolaridade e a renda familiar estão relacionados com a quantidade de crianças por mulher.

Na maior maternidade do estado do Pará a maior parte dos partos realizados são em jovens que têm entre 18 e 25 anos. Maria de Nazaré acabou de ter gêmeas e já tem uma filha mais velha. Não é muita responsabilidade?, pergunta o repórter. “É. Minha e do meu esposo. Mas estamos preparados para receber elas e cuidar da outra”, assegura a dona de casa.

Doulas acompanham as gestantes durante o parto.  (Foto: reprodução/TV Tem)
Em maternidade do Pará, mães têm entre 18 e
25 anos. (Foto: reprodução/TV Tem)

Na região, a média de idade das mães é de 25,8. Já no sul e sudeste do país este índice é de 26,8 anos. A taxa de fecundidade, que mede o número de filhos por mulher, também é diferente nas grandes regiões brasileiras. Enquanto no norte é de 2,47 filhos, no sudeste é de 1,7 e no sul de 1,78 crianças, abaixo, inclusive da média nacional que é de 1,9 filhos por mulher.

“Elas ainda estão com valores abaixo dos considerados como a taxa de reposição da população, que é de dois filhos por casal. Caso se mantenha este índice e a migração não faça a compensação, haverá queda do índice da população”, explica Marden Barbosa, pesquisador do IBGE.

Quando o Instituto cruzou os dados de renda e escolaridade com a média de filhos, observou que são as mães mais pobres, que vivem em lares onde a renda da família é baixa e o grau de instrução não passa o ensino fundamental, as que têm mais filhos.

Círio de Nazaré é fonte de renda para catadores de materiais recicláveis, em Belém (Foto: Reprodução / TV Liberal)
Mãe de cinco filhos sustenta famílai com renda
de catadora.  (Foto: Reprodução / TV Liberal)

Raquel Marques precisou deixar os estudos para trabalhar. Com cinco filhos, ela sustenta a família com o salário de catadora, mas espera um futuro melhor para as crianças. “Não tenho estudos, mas quero que eles estudem e daqui para frente, consigam trabalhos melhores que o meu”, assegura.

O Censo 2010 revela que 75% das brasileiras em idade fértil ganham até meio salário mínimo. Mas entre as mulheres com ensino superior completo, em todas as regiões, a taxa de fecundidade é próxima a média nacional de apenas um filho por casal.

 

Será que não está havendo uma OMISSÃO por parte dos governos com relação a isso?! Distribuir preservativos no mês do carnaval ou até mesmo o ano inteiro nos postos de saúde não tem se mostrado tão eficaz como muitos pensavam.

 

g1 pará | portal tailândia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.