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Com a pandemia, a violência doméstica cresceu no país. Em alguns casos, chama a atenção pela recorrência das ameaças e agressões e também a crueldade empregada.

Tudo isto ocorreu de forma trágica com Larissa Pereira do Nascimento, de apenas 22 anos, assassinada por João Paulo de Moura Sousa, 23 anos. Ele já havia sido denunciado várias vezes por violência contra a companheira.

O feminicídio ocorreu em Itapoã-DF. O assassino usou um taco de beisebol para espancar até a morte Larissa. A força dos golpes foi tamanha que um dos olhos da vítima estava fora da cavidade ocular. Além disso, o corpo de Larissa apresentava múltiplas lesões. João Paulo fugiu da cena do crime, mas foi preso ainda na tarde de domingo escondido na casa do pai. Ele responderá pelo crime de feminicídio.

Em depoimento prestado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), pelo menos três vizinhos contaram ter ouvido gritos de desespero vindos da casa onde estavam Larissa e João Paulo.

A Polícia Militar do DF (PMDF) foi chamada duas vezes, mas a mãe do agressor, que também estava no imóvel, disse aos PMs que estava tudo bem. Logo após a guarnição deixar a residência, nova sessão de tortura foi iniciada. A mãe do criminoso também será investigada.

“Para de me bater, para, deixa eu ir”, teria implorado a vítima, segundo os vizinhos. Ainda de acordo com a oitiva das pessoas que moravam perto do casal, já na manhã de domingo, João Paulo sentou-se com a mãe e o irmão na calçada e admitiu ter tirado a vida de Larissa de forma covarde.

Como consta no boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do DF (PCDF), ele teria dito à matriarca: “Mãe, ela está morta, eu matei ela, mas não quero ir preso”, disse o agressor. Mesmo a vítima tendo sido assassinada de madrugada, o Corpo de Bombeiros só foi acionado às 10h20.

Por: Portal Metrópoles

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