nformações sobre o colombiano Wilber Honorio Muñoz Burbano, conhecido como “Súper H”, chamaram atenção após a identificação de que o homem está no Pará realizando uma travessia pelos rios da região. Segundo reportagens dos jornais colombianos El Tiempo e La Nación, o nadador e ambientalista foi preso em maio de 2024 após ser acusado de abuso sexual contra uma menor de idade em Neiva, na Colômbia. Ele permaneceu preso até abril de 2025 e atualmente responde ao processo em liberdade.
Conhecido na Colômbia por realizar longas travessias a nado e defender a preservação dos rios, “Súper H” ganhou notoriedade especialmente pelas expedições pelo rio Magdalena. Em 2010, ele percorreu cerca de 1.500 quilômetros em 34 dias, entre San Agustín e Bocas de Ceniza, em Barranquilla, passando por dezenas de municípios e levando mensagens de conscientização ambiental.
A investigação que resultou na prisão, segundo El Tiempo, começou a partir de denúncias envolvendo uma menor que frequentava a escola esportiva comandada por Muñoz Burbano. A mãe da adolescente relatou às autoridades supostos episódios de toques inadequados, assédio e abordagens de cunho sexual que teriam ocorrido durante treinamentos, viagens e outras situações relacionadas às atividades esportivas.
Durante a primeira audiência do julgamento oral, a mãe da jovem voltou a relatar os episódios e afirmou que descobriu mensagens trocadas entre a filha e o treinador. Segundo o depoimento, o homem teria enviado mensagens insinuantes à adolescente e dito que ela “ia ser dele”. A mulher afirmou que salvou registros das conversas e posteriormente procurou as autoridades.
A acusação apresentada pela Fiscalía colombiana inclui crimes relacionados a exploração sexual comercial de menor de 18 anos, acesso carnal violento agravado, ato sexual violento agravado, assédio sexual e acesso carnal abusivo. As acusações foram formuladas após a análise de provas documentais, técnicas e médicas reunidas durante a investigação.
Na época da prisão, “Súper H” foi levado a uma audiência virtual, na qual a Fiscalía apresentou as acusações. Um juiz de controle de garantias determinou que ele permanecesse preso preventivamente. Segundo El Tiempo, Muñoz Burbano não aceitou os crimes atribuídos a ele durante a audiência.
Agora, enquanto o processo continua na Colômbia, o ambientalista realiza a expedição chamada “Amazonas a Pulmón”, que percorre países atravessados pelo rio Amazonas. Em publicações nas redes sociais, ele tem mostrado trechos da viagem. Uma delas registra a passagem pelo rio Ucayali, no Peru, antes da continuidade da travessia pela região amazônica.
O julgamento deve prosseguir com novos depoimentos de testemunhas da acusação. Conforme as informações publicadas pela imprensa colombiana, a Justiça espera que Muñoz Burbano participe das próximas etapas, presencialmente ou por meios digitais.
Apesar das acusações, é importante destacar que o caso ainda está em tramitação e não há condenação definitiva contra o acusado. As informações sobre o processo foram divulgadas pelos jornais colombianos El Tiempo e La Nación, enquanto a presença atual do “Súper H” no Pará está relacionada à travessia ambiental que ele vem realizando pela região.
Por: Roma News
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