Helder Barbalho anuncia compra de equipamentos – Crédito: Reprodução

A divulgação de compra de respiradores pelos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e do Estado do Pará, Helder Barbalho (MDB), mostra a diferença de valores que os gestores estaduais estão gastando para adquirir os equipamentos de tratamento de pacientes graves da covid-19, durante o período de pandemia.

O governador mineiro anunciou, na segunda-feira (27), a compra de 747 ventiladores pulmonares ao custo de R$ 43,9 milhões e anunciou que parte dos recursos para compra dos equipamentos é oriundo da multa que a mineradora Samarco depositou na justiça, como parte da reparação pelo rompimento da barragem na cidade de Mariana, ocorrida em 2015.

Aqui no Pará, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou em março que a compra de 400 respiradores feita sem licitação, baseada no Decreto 687/2020, que declara Estado de Calamidade Pública em todo o território paraense, custaria R$ 100 milhões. O governador Helder Barbalho anunciou o feito pelas redes sociais, alegando que os equipamentos viriam da China.

Após uma série de críticas nas redes sociais e em blogs locais, a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), anunciou no início da tarde desta segunda-feira (27), que houve uma errata no contrato e que o DOE publicaria o novo custo, reduzindo o valor da compra dos respiradores para R$ 50 milhões. 

Apesar de se chegar próximo do valor adquirido pelo governo de Minas Gerais, a quantidade dos equipamentos comprados pelo governo paraense é quase a metade do número de respiradores que o governador mineiro adquiriu, como mostra as publicações abaixo e por custo menor, cerca de R$ 7 milhões mais barato.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Pará informou que o valor disponibilizado para a aquisição de 400 respiradores da China é de R$ 50, 4 milhões de reais, de acordo com o publicado no Diário Oficial.

Esclarece ainda que, entre as ações de combate à Covid-19, no Pará, também foram comprados equipamentos como 400 monitores multiparamétricos, 400 oxímetros de pulso e 1600 bombas de infusão, que junto aos respiradores, integrarão UTIs completas, no estado.

O conjunto total desses investimentos é da ordem de R$ 100 milhões de reais. Já Minas Gerais comprou respiradores, sendo 200 unidades de modelo mais simples, apenas para deslocar pacientes.

Fonte: Roma News

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