Os 550 batedores certificados fazem parte de uma etapa do Programa Estadual de Qualidade do Açaí.

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Foto: Rodolfo Oliveira/Ag. Pará

Ao entregar mais 550 certificados a participantes dos cursos de capacitação em Boas Práticas de Manipulação e Processamento do Açaí, em cerimônia marcada para as 17 horas desta quinta-feira (18), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, o governo estadual contabilizará mais de 2 mil profissionais já treinados, desde que criou, há oito anos, o Programa Estadual de Qualidade do Açaí.

A iniciativa tem o objetivo de valorizar a qualidade do fruto, que em algumas ocasiões tem sido associado à transmissão oral da doença de Chagas. Em 2012, foram confirmados 146 casos da doença no Estado.

O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), mas as ações de Vigilância Sanitária e capacitação de técnicos da área e de batedores de açaí são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Divisão de Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária do Estado.

No período de 2011 a 2012 foram capacitados 1.218 batedores, e doados 1.107 kits, para uso no processamento do açaí, a profissionais de 30 municípios das regiões Metropolitana de Belém, Marajó, Baixo Amazonas e Baixo Tocantins. Os kits contêm camisas, aventais, bonés, toucas, termômetro e cronômetro digital, filtro para água, copo dosador e peneira em alumínio, com tela plástica.

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ACARÁ – PA (FOTO: ANTONIO SILVA/ AG. PARÁ)

A nutricionista Doriléa Sena, do Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa, explica que, durante a capacitação, os batedores aprendem todas as etapas do processamento do açaí: Peneiramento, para eliminar a sujeira do fruto; primeira lavagem em água corrente, para retirada de mais resíduos; segunda lavagem em solução de hipoclorito de sódio (150 ppm) por 20 minutos; terceira lavagem com água potável para retirada do resíduo do cloro; branqueamento/escaldamento, para reduzir a carga microbiana e deixar inativas as enzimas oxidantes, mergulhando o açaí em água quente a 80º C por 10 segundos, e depois em água fria, e, finalmente, o despolpamento, que ocorre pelo atrito do fruto com água em máquina própria. O suco deve ser acondicionado em sacos plásticos transparentes, para a preservação da qualidade do produto.

Controle – Paralelamente, a Sespa tem mantido o compromisso de apoiar, auxiliar e monitorar as atividades em todos os municípios, principalmente os prioritários, para o Programa de Controle da Doença de Chagas no Pará.

O treinamento para os servidores das Vigilâncias Sanitárias dos Centros Regionais de Saúde (CRS), e dos respectivos municípios de abrangência, acontece em dois momentos: O primeiro é teórico, e aborda temas relacionados às noções de microbiologia, perigo nos alimentos, doenças transmitidas por alimentos e boas práticas.

No segundo há uma demonstração prática de todas as etapas de processamento do açaí e a degustação do produto. Outro assunto abordado em treinamentos da Sespa no interior do Estado é a coleta de amostra, uma das ações de competência dos municípios, voltada ao monitoramento dos produtos alimentícios expostos à venda.

Os 550 batedores certificados fazem parte de uma etapa do programa, lançada em março deste ano, quando foi iniciado, na sede da Sagri, o primeiro ciclo de cursos de capacitação em Boas Práticas para batedores de açaí da Região Metropolitana de Belém. Pela primeira vez foi utilizada a máquina de branqueamento, equipamento que consegue retirar quase 100% das impurezas do fruto.

Um segundo ciclo deve começar na segunda semana de agosto, também na Sagri. A meta é capacitar, até dezembro, mais de mil batedores na Região Metropolitana de Belém.

Conservação – A técnica do branqueamento não significa desbotar a cor do açaí ou comprometer o sabor da fruta. Segundo Doriléa Sena, trata-se de um processo de conservação de alimentos, que consiste em mergulhar os frutos durante pouco tempo em água fervente e, em seguida, em água fria, podendo ser feito em equipamentos de aço inoxidável, tanto na forma artesanal, como vem sendo incentivado no interior do Estado, ou com o tanque usado em Belém nos treinamentos da Sagri. “O importante, para a Vigilância Sanitária, é o batedor realizar esse processo”, ressaltou Doriléa Sena.

A meta do governo é melhorar a cadeia produtiva do açaí, por meio da colheita, transporte e processamento, reforçando as ações já realizadas pelas secretarias e apoiadores envolvidos, a fim de melhorar o fornecimento do suco de açaí para a população e para a merenda escolar das escolas públicas, associando elementos essenciais, como procedimentos higiênico-sanitários, fiscalização, inspeção, monitoramento e educação continuada.

Os esforços também contemplam maior acesso à informação sobre as linhas de financiamento disponíveis em três bancos públicos, para que batedores regulares possam comprar equipamentos para o branqueamento.

Além das articulações entre Sagri e Sespa, o Programa Estadual de Qualidade do Açaí tem o apoio da Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí da Região Metropolitana de Belém (Avabel), Eletronorte, VAR do Brasil Ambiental Ltda. (VBA), Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Banco do Brasil, Banco do Estado do Pará (Banpará), Banco da Amazônia, Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA), Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (Sesan), Secretaria Municipal de Economia (Secon), Delegacia Federal de Agricultura (DFA) e de representantes dos vendedores artesanais, dos trabalhadores da cadeia produtiva do açaí e das agroindústrias produtoras do fruto.

Serviço: Os municípios interessados em obter mais informações sobre as capacitações devem entrar em contato com a Divisão de Controle da Qualidade dos Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa, em Belém, pelo telefone (91) 4006-4283, ou no Centro Regional de Saúde.

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Com informações da Ascom/Sagri | Mozart Lira – Sespa

 

 

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