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Na manhã desta sexta-feira (22), o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, o ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho, e lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reunirão, em Marabá (no sudeste paraense), para discutir uma solução ao conflito ocorrido na Fazenda Cedro, a 48 quilômetros da sede do município. O conflito, iniciado nesta quinta-feira (21), deixou 12 feridos, dos quais 10 já foram atendidos em Eldorado do Carajás e Marabá, e liberados pela equipe médica, incluindo uma criança, e os outros dois receberão alta nesta sexta-feira.

Com negociação, a PM do Pará já conseguiu desobstruir a Rodovia BR-155, que havia sido ocupada pelos sem terra. A guarnição da PM vai continuar na área, mantendo a vigilância. O governo do Estado deslocou para a área cerca de 100 homens, das polícias Militar e Civil. Por volta das 9h desta quinta-feira integrantes do MST entraram em confronto com seguranças da fazenda. À tarde, a situação já estava sob controle, com a retirada dos seguranças do local. Eles foram levados para a delegacia local, onde prestaram depoimento.

A tensão foi contornada na área após a chegada ao local da comitiva estadual, formada pelo secretário Luiz Fernandes Rocha; pelo secretário adjunto de Inteligência e Análise Criminal da Segup, Tom Farias; pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes; pelo major Alisson Monteiro, assessor policial da Segup, e pelo delegado Geral da Polícia Civil, Nilton Atayde.

Segundo o delegado Alberto Teixeira, da Superintendência Regional de Marabá, o conflito começou em decorrência de um protesto do MST na entrada da Fazenda Cedro. Segundo a versão do Movimento, a manifestação foi motivada pelo uso de agrotóxicos por funcionários da fazenda, prática que estaria acarretando problemas de saúde em alguns membros do acampamento Helenira Rezende, erguido próximo à propriedade.

Durante os protestos, os seguranças da fazenda teriam recebido os membros do MST armados com equipamentos de efeito não letal – munidos com balas de borracha -, o que originou o confronto. Cerca de 500 pessoas que estavam acampadas bloquearam um trecho da Rodovia BR-155, provocando um engarrafamento de quase cinco quilômetros.

Dois peritos da Unidade Regional do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves também foram para o local do conflito.

 

Agência Pará

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