Diante da incerteza do futuro pós-pandemia, muito tem se falado nesta semana sobre a retomada das aulas no Pará. Na rede pública estadual, as aulas não vão retornar em agosto, anunciou, nesta quinta-feira, 16, o Governo do Estado. Enquanto isso, na rede municipal de ensino de Belém, os estudantes devem voltar às atividades no dia 1o de setembro. 

As estratégias de retorno das aulas presenciais deverão ser adotadas em colaboração com outros setores, como saúde e assistência social, além de observar as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo respectivo sistema de ensino. Cada município tem um sistema próprio de ensino.

Para que o retorno seja seguro, todas as escolas devem passar por uma ação de desinfecção, assim como o acesso permanente de produtos de higienização e uso de máscaras de proteção. 

Segundo a especialista em Gestão da Educação Pública, Leila Freire, “é necessário a criação de um grupo de trabalho interinstitucional para discussão de ponto a ponto para o retorno as aulas. Cada modalidade de ensino deve ter o seu próprio protocolo de forma individualizada, ou seja, devem ser criados regras para a Educação Infantil, para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. Também é necessário pensar na organização do tempo e do espaço pedagógico. Pensar as novas rotinas que serão criadas: a entrada, a saída, a organização da sala de aula, a alimentação escolar.  Até mesmo o transporte escolar dos alunos deverá ser reordenado”, comenta. 

Outra possibilidade segundo Leila Freire é que os sistemas de ensino recorram ao ensino híbrido alternando aulas presenciais e as remotas; alternando momentos em que o aluno estuda sozinho, de maneira virtual, com outros em que a aprendizagem ocorre de forma presencial. Mas, a especialista alerta que é preciso considerar que nem todos os alunos possuem acesso à internet. 

Muitas medidas precisam ser levantadas e protocoladas. Entre os pontos levantados pela especialista estão: como tornar a escola um ambiente seguro para os trabalhadores da educação e para os alunos? Como acolher educadores e alunos que retornam de uma situação de stress, de perdas familiares, de distanciamento social? Como adequar o calendário letivo de 2020 para complementação as 800 (horas/aula) devidas? Como organizar o currículo num ano letivo atípico?

Em meados de agosto será feita uma nova avaliação da situação da pandemia no Estado do Pará. A data definitiva para a retomada das aulas será baseada em projeções de pesquisas e números de leitos clínicos, ocupação de UTIS, confirmação de casos novos e óbitos. 

No Brasil, as aulas presenciais estão suspensas. O Conselho Nacional de Educação (CNE) deverá editar diretrizes nacionais para implantar as regras, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sem prejuízo da qualidade do ensino e da aprendizagem. 

Por Roma News

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