Rio de Janeiro – O ministro do Supremo Tribunal Federa, Luís Roberto Barroso participa do 7º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou na quarta-feira (28), durante entrevista à BandNews, que quem estiver sem mascará de proteção contra a covid-19 não poderá votar nas eleições municipais, cujo primeiro turno está marcado para 15 de novembro.

“Quem chegar sem máscara não vai votar e ponto. […] Não é questão de livre arbítrio, é questão de proteção do outro. Livre arbítrio é para decisões que nos afetam, neste caso, sem máscara não vota”, declarou.

Ainda sobre o pleito, o ministro disse acreditar que as abstenções não atingirão índices tão altos em 2020.

“A sociedade brasileira tem se tornado mais mobilizada, ela anseia pela atuação política e as eleições municipais são decisivas na vida das pessoas, porque define coisas importantes como educação, saúde, saneamento básico”, explicou.

Na entrevista, ele defendeu o voto obrigatório no Brasil. Na visão de Barroso, o país ainda precisa do que classificou como “esse empurrãozinho”.

“Em um futuro próximo eu espero ter voto facultativo, mas ainda não. O voto facultativo favorece muito o voto radical, dos extremos, e agora precisamos de moderação”, disse.

O presidente do TSE também confessou não entender “a obsessão pelo voto impresso”, sistema que, segundo ele, pode ocasionar fraude.

“Não consigo entender como alguns têm saudades do que não existiu. Era um sistema muito ruim. Difícil entender essa obsessão pelo voto impresso. É como querer comprar um aparelho de vídeo cassete e subsidiar as locadoras de VHS”, finalizou.

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