O óleo de palma é o mais comercializado no mundo, mantendo essa posição há 20 anos. É ainda o mais produzido no mundo, em comparação à soja.

O governador Simão Jatene (Foto) mostra aos integrantes da Missão da Malásia o potencial para produção de palma no vasto território paraense.
O governador Simão Jatene mostra aos integrantes da Missão da Malásia o potencial para produção de palma no vasto território paraense.

O Governo do Pará e a Malásia firmaram na última sexta-feira (28), um Termo de Cooperação Técnica para transferência de tecnologia, visando beneficiar a agricultura familiar na produção de óleo de palma.

O documento foi assinado pelo governador Simão Jatene, pela secretária geral do Ministério das Plantações de Óleo de Palma da Malásia, Datuk Seri Rahim, pelo diretor geral adjunto do Conselho de Óleo de Palma, Ahmad Kushairi Din, pela presidente da Emater, Cleide Amorim, e pelo secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, David Leal.

O encontro aconteceu no gabinete do governador no Comando Geral da Polícia Militar. A secretária Datuk Seri Rahim apresentou ao governador a produção de óleo de palma na Malásia, segundo maior produtor mundial de palma.

Segundo ela, o Brasil, especialmente o Pará, tem grande potencial para o desenvolvimento da cultura da palma. “Temos um programa governamental voltado à melhoria de renda dos agricultores familiares”, informou ela, ao expor o interesse em estreitar a relação econômica com o Pará.

A Malásia, segundo a secretária, está investindo em pesquisas para melhorar a forma de produção do óleo de palma e, com isso, tornar a renda dos agricultores familiares próxima ao ideal.

A limitação de área para cultivo, explicou ela, é um dos entraves que seu país enfrenta para expandir a produção. “O programa em desenvolvimento atualmente vai alcançar, no máximo, seis milhões de hectares”, frisou Datuk Seri Rahim.

O governador Simão Jatene destacou as dimensões continentais do Pará. “Nosso Estado tem 1 milhão e 250 mil quilômetros quadrados, o que equivale a 125 milhões de hectares. Deste total, 30 milhões são áreas antropizadas (já modificadas pelo homem).

Dois milhões de hectares são destinados à agricultura e os 28 milhões de hectares restantes são, supostamente, destinados à pecuária. Mas ao comparar a quantidade de cabeças de gado nesta área – 20 milhões -, percebe-se a absoluta baixa utilização das terras”, ressaltou.

Tripla revolução – Para Simão Jatene, as potencialidades do Estado não são suficientes para vencer, sozinhas, os dois grandes inimigos do Pará, que são a pobreza e as desigualdades sociais.

“Precisamos fazer uma tripla revolução, sem a qual não teremos a capacidade de usar e combinar esse potencial todo. O conhecimento é um dos pilares dessa revolução. Em seguida, vem a capacidade de produção e, por fim, novas formas de gestão e governança”, afirmou.

O governador disse à secretária do Ministério da Malásia que a busca de novos produtos, como a palma, interessa ao governo paraense. “O mix de grandes plantações com agricultura familiar dará sustentabilidade econômica, política e social, porque passa a ser visto pela sociedade como um projeto de inclusão”, avaliou.

Segundo as autoridades da Malásia, o óleo de palma é o mais comercializado no mundo, mantendo essa posição há 20 anos. É ainda o mais produzido no mundo, em comparação à soja.

Em 2013, a Malásia exportou 18 bilhões de toneladas de óleo de palma. “O acordo assinado hoje servirá como plataforma inicial, uma troca de experiências entre o Pará e a Malásia, além de contribuir para as pesquisas não só do plantio, como na área industrial”, concluiu o governador.

Malásios em Tailândia

No sábado, 29, uma comissão formada por alguns empresários, um integrante da comissão vinda da Malásia e o assessor de relações internacionais Iderlon Azevedo visitaram fazendas e áreas em Tailândia. O município já conta com uma grande área produtora de óleo de palma e possivelmente receberá investimentos dos malásios. Na noite do sábado a prefeitura ofereceu um jantar para a comitiva que contou ainda com presença de vários empresários locais.

A Malásia possui mais de 60 anos de “know how” no cultivo do óleo de palma. No pais, a produção do biodiesel é uma indústria multimilionária, uma das forças da economia daquele local. A partir de apenas 400 hectares plantados em 1920, passou a ser a segunda maior produtora mundial de palma depois da Indonésia, possuindo uma área plantada com palma de cerca de 5,1 milhões de hectares no fim de 2012 e totalizou 18,9 milhões de toneladas em 2013. Indonésia e Malásia respondem por cerca de 85% da produção global de palma, cujo óleo é usado em alimentos, cosméticos e bicombustíveis.

Produção – O Pará é o maior produtor de óleo de palma no Brasil. O Estado tem uma área plantada que chega a 140 mil hectares e já é responsável por 90% da produção de dendê no Brasil. O Estado produz, por ano, 770 mil toneladas de óleo de palma, que é extraído do fruto do dendê. A maior parte da produção é usada nas indústrias de alimentos e cosméticos e biodiesel.

[divide style=”2″]

Secretaria de Estado de Comunicação

Para acompanhar mais notícias de Tailândia, Curta o  Portal Tailândia no Facebook facebook.com/portaltailandia.com.br. Siga também o Portal Tailândia no Twitter e por RSS.

Comentário
  1. E muito importante p o município de Tailândia quando e bem vindo um investimento como esse da malasya. Tailândia esta mudando de ciclo. Meus parabéns.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.