Em maio, alimentos tiveram alta de aproximadamente 1% em relação a abril.
Capital paraense está entre as 10 com alimentação mais cara do país.

Os paraenses continuam sentindo no bolso o preço dos alimentos consumidos em Belém e em outros municípios do Pará. Em maio, esse aumento significou cerca de 1% a mais com relação ao mês de abril. O estudo é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA).

De acordo com o balanço nacional da cesta básica, efetuado pelo Dieese, no mês de maio deste ano, a maioria das 17 capitais brasileiras pesquisadas apresentaram alta de preços na alimentação, com excessão em apenas duas, Florianópolis e Brasília.

No Pará, a pesquisa constatou que a maioria dos produtos que compõem a cesta básica tiveram variações positivas de preços. Os principais destaques foram o óleo de cozinha, com reajuste de quase 8%, tomate com alta de cerca de 5,6%, feijão com alta de quase 3% e arroz com alta de cerca de 2,5%.

Ainda de acordo com as pesquisas do departamento, também no mês maio de 2012, alguns produtos básicos da alimentação dos paraenses apresentaram recuo de preços, entre eles farinha de mandioca, com queda de quase 2%, café, com queda de cerca de 1% e carne bovina, com queda de aproximadamente 1%.

Segundo o Dieese/PA, no quinto mês deste ano, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em aproximadamente R$ 751 para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa da cesta básica do mês de maio mostra ainda que, para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu cerca de 44% do salário mínimo atual de R$ 622, e teve que trabalhar cerca de 88 horas e 38 minutos das 220h previstas em Lei.

Nos primeiros cinco meses de 2012, o reajuste acumulado foi de quase 3%. Os produtos que apresentaram alta no preço foram: feijão, com alta de aproximadamente 70%, óleo de cozinha, com alta de quase 17%, manteiga, com aumento de cerca de 16,5%, café, que aumentou aproximadamente 15%, e arroz, com alta de quase 10%. A inflação estimada para o mesmo período não ultrapassa 2,5%.

Últimos 12 meses
De maio de 2011 a maio de 2012, o reajuste acumulado da cesta básica foi de cerca de 9%. O Feijão aparece como o alimento que mais sofreu aumento entre os pesquisados, com alta de quase 130%, seguido da manteiga, com alta de 33% e café, com alta de aproximadamente 26%. A inflação estimada para o mesmo período está girando em torno de 5%.

 

g1 pa

 

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