As 133 doses da CoronaVac ficaram armazenadas em temperatura inadequada e, por isso, não podem ser usadas até que sua qualidade seja atestada por uma avaliação. Elas seriam aplicadas em profissionais de saúde na segunda etapa da vacinação. (Reprodução/TV Gazeta)

Uma criança de nove anos foi responsável por desligar o relógio de energia elétrica de uma sede de vacinação e, consequentemente, provocar a perda das vacinas disponíveis contra a Covid-19 , entre outros tipos de vacinas, testes de sangue e medicamentos na cidade de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil no final da manhã desta sexta-feira (19). 

A princípio,  a Prefeitura de Rio Bananal suspeitou que tivesse sido um ato premeditado, porque a palavra “corona” estava escrita no relógio elétrico e reforçou a ideia de ser uma prática de vândalos. Mas, ao analisar as câmeras de segurança, o delegado titular da cidade, Fabrício Lucindo, desvendou o mistério. Nas imagens de duas semanas atrás, antes do ocorrido,  mostravam a irmã do garoto escrevendo a palavra no local.

“Pelo depoimento das pessoas que estiveram no local, conseguimos delimitar o horário em que o relógio foi desligado. A partir daí, pelo relógio das câmeras, percebemos que uma criança, de apenas nove anos, que estava brincando no local, acabou subindo em um banco de praça que fica em frente ao relógio. Curioso porque uma lâmpada vermelha piscava dentro do relógio o tempo todo, ele acabou desligando o relógio para tentar apagá-la. Desligando o relógio e apagando a lâmpada, ele voltou com as brincadeiras novamente. Ou seja, uma brincadeira de criança inocente que acabou gerando todo esse problema”, detalhou o titular. 

A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído e remetido ao Ministério Público, com cópia para o Conselho Tutelar, que adotará as providências cabíveis.

Perda de vacinas

O estrago ocorrido na sede de vacinação de Rio Bananal só foi descoberto após reabertura do local, na última quinta-feira (18). Em um vídeo divulgado pela própria prefeitura, a coordenadora de Imunização da cidade, Márcia Venturim, afirmou que recebeu uma ligação da servente do local por volta das 5h30 da manhã daquele dia informando que o prédio estava sem energia e que a geladeira estava apitando.

”Estava cheia das vacinas, não só das vacinas de Covid-19, mas também todas as vacinas do município estavam sendo armazenadas aqui por segurança durante o feriadão e a temperatura dela já estava em 23 graus, totalmente estragado”, disse Márcia, em entrevista ao G1.

As 133 doses da CoronaVac ficaram armazenadas em temperatura inadequada e, por isso, não podem ser usadas até que sua qualidade seja atestada por uma avaliação. Elas seriam aplicadas em profissionais de saúde na segunda etapa da vacinação.

Também foram perdidos também toda a medicação de alto custo e todos os testes de sangue para Covid-19 que haviam sido coletados na quinta e na sexta-feira da última semana e que seriam enviados ao Laboratório Central (Lacen).

“Os parâmetros de estabilidade da vacina serão avaliados pelo INCQS sobre o uso ou não dos imunobiológicos. Enquanto estão sob análise do INCQS, a Sesa possui reserva técnica para suprir o município”, diz parte da nota enviada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Por: G1

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