Desde fevereiro de 2012, mulheres têm sido vítimas de abuso sexual.
Crimes aconteceram próximo a uma escola, no final do turno da noite.

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Foto: reprodução. Tv Liberal

Moradores de Ipixuna do Pará, a 240 km de Belém, no nordeste paraense, enfrentam uma rotina de medo. Desde fevereiro, mulheres têm sido vítimas de abuso sexual. A polícia investiga os crimes.

O medo faz parte da rotina da jovem de 20 anos, vítima de abuso sexual em fevereiro. “Aí ele falava que não era pra mim fazer barulho, não era pra mim gritar, que não ia acontecer nada comigo se eu cooperasse com ele e fizesse tudo que ele pediu e mandasse, não ia acontecer nada comigo”, conta a vítima, que prefere não se identificar.

Outras mulheres também foram vítimas de abuso sexual. No corpo de outra jovem, ainda é possível ver as marcas da agressão. Traumatizada, ela que também prefere não se identificar para proteger a filha de 11 anos, foi obrigada a manter relações sexuais com o criminoso.

“Falei pra ele: moço, pelo amor de Deus, na minha filha cê não toca. Faz o que cê quiser comigo, eu não vou falar nada, eu não vou fazer nada, mas não toca na minha filha. Aí ele falou pra mim: ‘então tira a roupa’”, relata a vítima.

De acordo com as vítimas, os crimes aconteceram próximo a uma escola no bairro do Açaizal, em Ipixuna do Pará, todos duramente a noite, no horário de saída do colégio. Duas mulheres abusadas sexualmente eram alunas da escola, agora elas estão com medo de ir para as aulas.

“Por isso eu parei de estudar, com medo. Não adianta eu continuar, porque se eu for, eles não me roubar, vão me estuprar, porque nós não temos segurança”, conta uma aluna.

Uma mulher conta que escapou por pouco na noite de páscoa. Ela conseguiu correr, foi perseguida pelo estuprador até encontrar ajuda. Eu saí correndo por dentro do mato, me ralei toda, aí eu vim gritando desesperada ‘socorro, socorro, querem me matar, querem me matar. Quando eu olhei pra trás, ele estava atrás de mim. Cheguei na casa da vizinha bati, desmaiei em cima dela”, lembra a jovem.

delegacia-policia-civil-ipixuna-do-paráEla teve sorte, que outras mulheres não tiveram. Na semana passada, enquanto ela dormia com o namorado, o homem invadiu a casa e abusou sexualmente dela. Amarrado, o namorado presenciou o crime.

“Implorei e disse pra ele: tu leva o que tu quiser aqui de dentro de casa, mas não faz isso. Aí ele nem ligou pra isso, eu tive que fazer que ele estava com uma arma  na mão. E também meu namorado não pôde fazer nada, que ele tava amarrado de mão pra trás. Aí qualquer reação que ele [namorado] fizesse, ele [criminoso] ia me matar”, conta outra mulher vítima de abuso sexual na cidade.

As vítimas reclamam do descaso das autoridades. O delegado responsável pelo caso informou que está investigando os crimes e que já tem um suspeito. “Os inquéritos já foram devidamente instaurados e nós estamos empreendendo todos os esforços para que a gente possa identificar o quanto antes o responsável por esses abusos sexuais”, afirma Raphael Souza, delegado de Polícia Civil.

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G1 Pa

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