Com apenas seis de idade, a bebê internada em estado grave, após ter sido negligenciada pelos pais teve morte cerebral por volta das 23h da sexta-feira (2).

Na criança, a equipe médica do hospital para onde ela foi levada após uma parada cardiorespiratória, foram encontradas queimaduras na vagina, ânus, virilha e no rosto, além de lesões mais antigas já calcificadas. Pai e mãe receberam voz de prisão ainda no hospital após a equipe de saúde denunciar o caso, que chocou o DF no dia 29 de outubro. 

Na última quinta-feira (1º) a menina estava tão debilitada que não pôde ser submetida a uma tomografia para checar atividade no cérebro. A criança teria de ser separada dos aparelhos que a mantinham viva para seguir até o local do exame. A menina não respondeu a uma primeira análise, mas esse resultado, conforme informaram os médicos a ela, não é suficiente para constatar a morte do cérebro.

Prisão – No dia 30 de outubro o juiz Aragonê Fernandes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), converteu a prisão de ambos os acusados em preventiva.

Na ata da audiência de custódia, o magistrado destacou que o crime é uma “daquelas situações que espanta o espírito e traz desassossego à alma”. Aragonê também destacou sinais de tortura apresentados no corpo da criança, como as múltiplas lesões e queimaduras, ressaltando que o pai foi vítima de abuso sexual na infância.

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