A atriz de filmes adultos Rafa Zaqui, cujo nome é Laryssa Oliveira, teve a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público de São Paulo. Ela é acusada de tráfico de drogas. A atriz já foi presa em 2016 com entorpecentes em São Vicente, litoral de São Paulo.

Laryssa saiu da prisão três dias depois da abordagem. A Justiça acatou o pedido de liberdade provisória da sua defesa. Ela teria que cumprir medida cautelar de não sair da cidade de São Vicente e se apresentar nos atos processuais.

No entanto, de acordo com o MP, a atriz não cumpriu as medidas. Por isso, o Ministério Público requereu a decretação da prisão preventiva da acusada. O pedido é para assegurar a aplicação da lei penal.

O MP considera que há razões para crer que Laryssa busca se ocultar para evitar a aplicação da lei, porque, mesmo após ter passado algum tempo, a ré não se apresentou à Justiça.

O processo está tramitando de forma física e órgão alega dificuldades com a pandemia de coronavírus para o andamento.

O advogado da atriz pornô, José Carlos de Jesus Nogueira, afirmou que também perdeu contato com a cliente. Ainda, que ela acreditou que estava absolvida, não em liberdade provisória.

“Infelizmente, muitas vezes as pessoas confundem a liberdade processual com a absolvição. Por não ter o conhecimento, acabou se mudando e perdemos o contato porque ela entende que foi absolvida de um crime que ainda está em curso o processo para verificação disso”, explicou o advogado.

De acordo com Nogueira, quando a acusada é notificada e não se apresenta, um período de dois anos é usado para localizar a pessoa e dar prosseguimento ao processo. Caso esse prazo expire, é possível pedir a prisão preventiva.

“Como passou esse tempo e para não se dissolver a ação penal e o processo não perder seu efeito, passado a suspensão do processo, passa para outras medidas para o fito de encontrar a acusada e dar sequência. Nesse caso, é comum o MP pedir a prisão preventiva para que a pessoa possa responder o processo de qualquer modo.

Se não, não traz uma resposta para o caso concreto, que seria o fato de ter sido abordada com entorpecente. Eles não notificam a defesa não, mas corre o risco de acontecer isso mesmo. Ela está em lugar incerto, fica até difícil a defesa dar uma satisfação ao Judiciário”, completou.

Por O Liberal

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