Os desafios e os paradigmas da Saúde na Região Norte estão sendo debatidos no Hangar, em Belém, até esta quarta-feira, 25, durante o XVI Congresso Médico Amazônico.

Diversas autoridades participaram da abertura do XVI Congresso Médico Amazônico, que acontece até esta quarta-feira (25) no Hangar

Cerca de 4 mil profissionais de toda a região participam do evento, que tem como apoiador o Governo do Pará. O secretário de Saúde do Estado, Hélio Franco, além do secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, participaram da abertura do congresso na noite deste domingo, 22, e falaram sobre as contribuições que o encontro deve trazer para toda a sociedade.

“O tema central do congresso é ‘Gestão em Saúde – Um desafio Amazônico’ e sugere a discussão de vários subtemas que podem ser trabalhados a partir do gerenciamento da saúde em âmbito municipal, estadual e federal. A ideia é que a partir destas discussões a gente consiga desenvolver novos paradigmas para a saúde pública, por meio de novas políticas e programas”, observou o secretário de Saúde do Pará.

Segundo Hélio Franco, a participação do governo no evento também é efetiva na apresentação dos diversos programas que o Estado desenvolve na área, como os de combate a doenças endêmicas. Além disso, o secretário afirmou que serão apresentados dados sobre acidentes de trânsito e de doenças como a hipertensão e diabetes – as causas da maioria das mortes no Pará.

“Problema de saúde não se resolve apenas com médico, mas é preciso uma gestão de toda a saúde pública, com políticas integradas. O caso de acidentes de trânsito é preocupante. Ano passado o Hospital Metropolitano registrou cerca de 2 mil acidentados em motos, fora os registros dos hospitais regionais do interior. São acidentes que geram sequelas graves e lotam os hospitais. Tem também a hipertensão e a diabetes, que são as doenças que mais matam no Estado. É preciso um trabalho de educação, de mudança alimentar, que envolve várias políticas”, explicou Franco.

O secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, esteve na abertura do evento representando o ministro da Saúde. Para ele, o congresso com profissionais da saúde de toda a região Norte será uma oportunidade de discutir os programas nacionais de saúde sobre a ótica amazônica. “Vamos discutir questões como a malária, a dengue, o mal de chagas. Aproveitar esse momento para conhecer mais as dificuldades e debater melhorias para o Governo Federal melhor atender a esta população”, ressaltou.

Os desafios na Região Norte, de acordo com a médica infectologista Cléa Bichara, presidente da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará (SMCP) e coordenadora do congresso, são muitos e precisam ser debatidos entre os profissionais. “Precisamos desenvolver propostas para melhorar a gestão da saúde na nossa região, a partir das novas ferramentas. Precisamos lidar com longas distâncias, realidades diferentes, falta de profissionais em determinados locais. E é muito importante a participação do Governo do Estado nesta discussão, pois mostra a disposição em investir ainda mais na saúde pública”, disse Cléa.

O evento, que começou no último sábado, 21, vai ocorrer até o dia 25. O principal patrocinador do evento é o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Congresso é promovido pela SMCP, com a participação das instituições que representam as 14 profissões da área de Saúde, como Medicina, Fisioterapia, Nutrição, Terapia Ocupacional, Enfermagem e Odontologia.

Agência Pará

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