(foto: Estadão Conteúdo)
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(foto: Estadão)

A Bovespa vive um clima muito positivo nesta quinta-feira, após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), ter autorizado a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A exemplo do que aconteceu durante a campanha eleitoral do ano passado, estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras disparam com a divulgação de notícias contrárias a Dilma.

No meio da tarde, o Ibovespa subia quase 4%, aos 46.600 pontos. Petrobras ON ganhava 4,54% e PN 6,52%, Banco do Brasil ON saltava 7,98% e Eletrobras ON tinha alta de 6,59%. Entre outras blue chips, Vale ON subia 1% e a PN, 0,29%. Bancos (Itaú PN +7,60% e Bradesco PN +6,2-%) também registravam forte valorização.

Além do cenário político interno, investidores se animam de olho na Europa. Em forte alta desde a abertura, a Bovespa renovou máximas após o Banco Central Europeu (BCE) confirmar que novas medidas de estímulo econômico. A autoridade monetária cortou a taxa de juros de depósitos de -0,20% para -0,30%, como esperado, e manteve a taxa de refinanciamento em 0,5%.

Incerteza

Voltando ao impeachment, embora um processo de afastamento da presidente traga muitas incertezas e instabilidade, o que desagrada as agências de classificação de risco, a leitura inicial de parte do mercado é a de que uma mudança na condução do País pode garantir a governabilidade necessária para que a economia brasileira consiga sair da crise fiscal e econômica em que se encontra.

Mesmo assim, analistas apontam que o rali dos ativos brasileiros pode ser de curto prazo. “A falta de avanços na questão do ajuste fiscal e os riscos políticos inerentes ao processo de impeachment carregam significativos riscos de baixa”, diz relatório assinado pelo economista João Pedro Ribeiro. “Nossa primeira reação é de que esse evento vai trazer mais volatilidade e incerteza, em vez de aliviar os receios dos mercados”, afirma o Barclays em texto enviado a clientes na noite de ontem.

O custo do swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) de cinco anos do Brasil opera com leve alta. Pela manhã, o CDS girava em torno de 448 pontos, cotação longe do pico de 534,6 atingido em 28 de setembro, que havia marcado o patamar mais alto desde outubro de 2008.

Dólar

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira, já que parte do mercado vê a saída da presidente como forma de resolver o impasse político e econômico que perdurou ao longo deste ano no País. Para a holding financeira Nomura, o rali nos ativos brasileiros, no entanto, deve ser de curto prazo. “A falta de avanços na questão do ajuste fiscal e os riscos políticos inerentes ao processo de impeachment carregam significativos riscos de baixa”, diz relatório assinado pelo economista João Pedro Ribeiro.

“Nossa primeira reação é de que esse evento vai trazer mais volatilidade e incerteza, em vez de aliviar os receios dos mercados”, disse o Barclays em relatório enviado na noite de ontem.

 

Via Isto É

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