Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Morta no último domingo, 5, a filha de 12 anos da técnica de enfermagem Franciele Robert da Silva, em Várzea Grande, no Mato Grosso, presenciou de perto o momento em que o pai esfaqueou a cabeça e o peito de sua mãe.

“Pelo amor de Deus, não mata a minha mãe”, disse ela para Júnior dos Santos Igesca, responsável pelo crime. A narração consta no pedido de prisão do agressor feito pela Polícia Civil. O homem invadiu a casa em que Franciele morava com seu pai, avô da menina, o idoso Aparecido José da Silva, de 67 anos. Conforme a menor de idade relatou à Polícia Civil, ela se escondeu no quarto dos fundos junto da mãe.

Entretanto, como não havia chave, elas utilizaram uma cama para tentar impedir a passagem do agressor. Enquanto Franciele tentava ligar para a polícia, a menor segurava sozinha a cama e fazia força para que o pai não conseguisse entrar. Ainda de acordo com a menor, do lado de fora, o avô também tentava impedir que Júnior entrasse no quarto. Ele entrou em luta corporal com o suspeito, e também acabou ferido. O Idoso não aguentou e morreu na manhã da última segunda –feira, 6.

Júnior, então, teria dado um chute na porta e conseguido empurrar a cama com facilidade. Já dentro no quarto, ele foi em direção a Franciele e a esfaqueou com diversas facadas. Primeiro, na região da cabeça. Depois, na região do peito.

“A declarante pôde visualizar que o peito de sua mãe ficou aberto devido a tantas facadas que foram desferidas. A declarante ainda gritou ‘Pelo amor de Deus, não mata a minha mãe' ”, diz trecho do documento que pediu para que a prisão em flagrante do suspeito fosse convertida em preventiva.

Após todo o corrido, Júnior se trancou no banheiro e cortou os pulsos e o pescoço. Ele foi socorrido, encaminhado com vida para o Pronto Socorro recebeu e alta médica no mesmo dia.

Segundo informações da Polícia Civil, Franciele estava separada do suspeito e tinha uma medida protetiva em virtude das ameaças que ele já havia feito contra ela e os filhos. Júnior teria dito ainda “a sua mãe me humilhou, eu matei ela. Agora eu vou me matar”.

Por: Metrópoles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.