A Polícia Civil apresenta nesta sexta-feira (14), em entrevista coletiva, um líder de facção criminosa, Taurino Lemos da Conceição, de apelido Velho Taurino, considerado um dos maiores assaltantes de banco em atuação no Pará.
Ele está com mandado de prisão preventiva e mandado de recaptura decretados pela Justiça. Preso na quinta-feira (13), em Dom Eliseu no Pará, Taurino é apontado por envolvimento no resgate de presos do complexo penitenciário de Santa Izabel do Pará ocorrido em setembro de 2018.
Ele também tem participação no assalto ao avião da empresa Prossegur ocorrido em Tucuruí em dezembro de 2018 e no ataque ao carro forte da mesma empresa seguradora ocorrido no último dia 28 de maio, quando o veículo trafegava na rodovia BR 304 entre Augusto Corrêa e Viseu, no nordeste do Pará.
A prisão de Taurino Lemos foi realizada por policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antisequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) do Pará.
Taurino é considerado responsável por outros ataques a bancos na modalidade de roubo conhecida como “novo cangaço” e assaltos a veículos de transporte de valores.
Após o assalto ao carro-forte no final de maio, ele fugiu para a cidade de Açailândia no Maranhão onde passou a viver escondido. Ele também vivia em Dom Eliseu no Pará, onde foi localizado e preso.
O preso atua em roubos contra instituições bancárias há aproximadamente duas décadas. Em 2003, ele ficou conhecido em todo Brasil, como um dos membros da chamada “Quadrilha do Pânico”, grupo de assaltantes de banco responsável por diversos assaltos, entre os quais, o primeiro roubo a banco no Brasil, na moralidade “novo cangaço” ou “vapor”, ocorrido nesse ano, em Tucuruí. Na ocasião, um policial militar foi morto pelos criminosos durante o assalto.
Em 03 de dezembro de 2018, em companhia de outros criminosos, ele atacou o avião intermodal da empresa Prosegur na cidade de Tucurui. Na ocasião, Adriano Brandão veio a morrer em confronto com a polícia.
Taurino tem vários mandados de prisão preventiva nos Estados do Pará e Maranhão, bem como mandado de recaptura pela fuga do Sistema Penal Paraense.
