Ex-prefeito faria parte de “máfia dos sanguessugas”. Empresário envolvido em desvio de verbas também foi condenado.
É o terceiro ex-prefeito ou prefeito condenado este ano no Pará por envolvimento no esquema de desvio de recursos destinados a compra de ambulâncias.
A Justiça do Pará condenou, nesta segunda-feira (19), o ex-prefeito de Bragança, nordeste do estado, à suspensão dos direitos políticos por três anos. Além disso, de acordo com a decisão, assinada pelo juiz federal José Valterson de Lima, o ex-prefeito José Joaquim Diogo também terá que pagar uma multa equivalente a 30 vezes o valor atualizado de seu último salário enquanto prefeito.
De acordo com o Ministério Público Federal do Pará (MPF), José Diogo faria parte de um esquema conhecido como “máfia dos sanguessugas”. O esquema desviava recursos públicos que deveriam ser utilizados para a compra de ambulâncias.
Além do ex-prefeito, o empresário Luiz Antônio Vedoin, integrante da família que montou o esquema de corrupção em todo o país, segundo o MPF, também foi condenado às mesmas penas do ex-prefeito.O ex-prefeito de Bragança José Joaquim Diogo teve seus direitos políticos suspensos por três anos e terá que pagar multa equivalente a 30 vezes o valor atualizado da última remuneração obtida como prefeito.
A condenação, determinada pelo juiz federal José Valterson de Lima, foi publicada no processo em que o ex-prefeito foi acusado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) de fazer parte da máfia dos sanguessugas, um esquema de corrupção que desviava recursos públicos destinados à compra de ambulâncias.
Pelos próximos três anos, o ex-prefeito também está proibido de fazer contratos com o poder público. O empresário Luiz Antonio Vedoin, integrante da família que montou o esquema de corrupção em todo o país, foi condenado às mesmas penas aplicadas contra José Joaquim Diogo.
No processo atuaram pelo MPF os procuradores da República José Augusto Torres Potiguar e Bruno Araújo Soares Valente.
Também por participação na máfia das sanguessugas, este ano a Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Anapu João Scarparo e a prefeita de Novo Repartimento, Valmira Alves da Silva. Cabem recursos contra todas essas decisões.
Será que vai terminar como sempre termina: recurso, liberdade, impunidade, bandidagem?
Entenda o caso
De acordo com o MPF, a quadrilha desmontada pela Polícia Federal, que fraudava a venda de ambulâncias para prefeituras de diversos estados do país, era chefiada pela família Trevisan Vedoin, no Mato Grosso, e tinha membros infiltrados na Câmara dos Deputados, no Ministério da Saúde e na Associação de Municípios do Mato Grosso.
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O primeiro passo da ação da quadrilha era o contato com os prefeitos interessados. Com a concordância do prefeito, a quadrilha acionava assessores de parlamentares que preparavam emendas a serem apresentadas por deputados e senadores. Com o texto aprovado no Congresso Nacional e no Ministério da Saúde, caberia à empresa Planam, de propriedade da família Trevisan Vedoin, montar as ambulâncias e entregá-las ao prefeito. A empresa superfaturava em até 110% a operação e entregava um veículo sem os equipamentos necessários para atendimentos de emergência.
O esquema foi descoberto em 2001 pelo MPF. Em maio de 2006 a Polícia Federal realizou uma operação para desarticular a quadrilha. Foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão e 48 pessoas foram presas, incluindo funcionários públicos que atuavam no Ministério da Saúde e na Câmara dos Deputados, além dos empresários Luiz Antonio Vedoin e Darci Vedoin, sócios da Planam.
g1 pa

