Floresta amazônica (foto: Dnit/Ministério da Infraestrutura)

A Agropalma, maior produtora de óleo de palma sustentável das Américas, foi uma das signatárias da carta enviada ao presidente Joe Biden e a membros dos partidos Democrata e Republicano dos Estados Unidos. O documento, enviado na última terça-feira (10), solicita a criação de um fundo de US$ 9 bilhões para a conservação de florestas tropicais em todo o planeta, que está em debate no legislativo norte-americano.

A carta reuniu 23 signatários, entre povos indígenas brasileiros, entidades privadas e organizações da sociedade civil, incluindo a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, entidade que representa 327 empresas, bancos e instituições de diversos setores. Entre as principais demandas, estão:

  • Estabelecer um sistema de financiamento simples e transparente, com governança ampla e participação da sociedade civil;
  • Constituir regras claras e receptivas a projetos idealizados por todas as esferas do poder público, de comunidades, organizações do terceiro setor, academia e setor privado;
  • Destinar recursos com base em resultados, em especial a manutenção da floresta em pé;
  • Priorizar o acesso direto a financiamentos aos povos da floresta, que contribuem historicamente para sua conservação e tem seu modo de vida diretamente afetado pela escalada do desmatamento.

Para Tulio Dias Brito, diretor de sustentabilidade da Agropalma, o momento é oportuno para que países como o Brasil se manifestem. O objetivo é mostrar que há interesse e projetos viáveis nessas nações, que podem se beneficiar do novo fundo. A devastação de florestas é uma preocupação grande, pois também afeta o agronegócio. “A Amazônia é responsável pelo regime de chuvas, pela estabilidade climática e o agronegócio é dependente desse regime, temos que cuidar do ecossistema mundial. O projeto que está tramitando no Congresso americano beneficia diretamente diversos países, não apenas o Brasil”, afirma.

Preservação ambiental no Pará

No Pará, onde a Agropalma concentra seus plantios, a floresta amazônica, com rica biodiversidade de fauna e flora, vem sendo destruída nos últimos anos. Em 2021, houve o pior registro nos últimos 10 anos, de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Os dados apontam que mais de 10 mil quilômetros quadrados de mata nativa foram destruídos no ano passado — um crescimento de 29% em relação a 2020.

A Agropalma tem realizado um papel importante na preservação das áreas nativas da floresta no Estado. Só na área de mata nativa sob responsabilidade da empresa existem mais de 400 espécies de aves, que se desenvolvem por conta do trabalho de preservação ambiental da companhia.

Suas reservas florestais, que correspondem a aproximadamente 60% das terras, também são monitoradas e protegidas, além de desempenharem um papel importante na manutenção da biodiversidade do CEB (Centro de Endemismo de Belém). A empresa também desenvolve um trabalho com agricultores familiares, contribuindo com subsídios e educação para a preservação e desenvolvimento da região.

Além de ser neutra em emissões, a Agropalma firmou no ano passado uma parceria com a Biofílica para desenvolvimento de projeto de carbono, que irá viabilizar futuramente a venda de créditos. “Esse é um passo muito importante, pois nos permitirá contribuir para que outras companhias possam fazer a sua parte para combater as mudanças climáticas”, completa Brito.

A empresa também rastreia 100% do óleo de palma que produz, da colheita dos frutos às suas cinco indústrias de extração e duas refinarias.

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