(foto: divulgação / Ascom HGT)

Mudanças climáticas, período chuvoso e uma grande preocupação: animais peçonhentos. Somente de janeiro a junho deste ano, já foram registradas no Hospital Geral de Tailândia (HGT), 104 vítimas de ataques por animais peçonhentos, e em 80% dos casos, atacadas por serpentes do tipo Jararaca. Depois de cobra, as picadas de peçonhentos mais recorrentes são de escorpião, abelha e arraia.

A quantidade de pessoas picadas assusta neste semestre, tendo em vista que durante todo o ano de 2017, foram 182 casos. Uma média preocupante. No HGT esse tipo de assistência é realizada 24 horas na Urgência/Emergência. Ao chegar ao hospital, o usuário recebe a classificação de atendimento dependendo da reação à picada, tipo de animal, da parte do corpo afetada e quantidade de veneno introduzido no organismo.

De acordo com o médico do HGT, Josef Torres, a maior incidência é a picada de serpentes do tipo Bothrops jararaca. “Até agora, os casos mais tratados têm sido por picada dessa serpente, que representa 90% de acidentes em todo o Brasil”, explica. Josef relata ainda, que a maior ocorrência dos ataques é no período noturno, “por motivo de trabalho, muitas vezes, as pessoas estão pescando, ou na agricultura e sofrem a picada. Os casos aumentam na temporada de chuva”.

O médico alerta que assim que tiver ocorrido o acidente, é essencial a vítima procurar o serviço médico, de forma imediata, para evitar maiores complicações. “Os sintomas mais graves são as hemorragias, a alteração da coagulação causada pela toxina liberada do animal, e o edema, que pode levar, muitas vezes, ao procedimento cirúrgico: a fasciotomia”, afirma. Esse procedimento implica em cortes longitudinais no membro afetado que vai descomprimir a região para facilitar a circulação, evitando assim, a amputação do membro.

Geralmente, as vítimas sentem dor, náuseas, palidez, pulso fraco, rigidez na nuca, visão confusa e a perda da consciência. O médico tranquiliza que o HGT tem estoque de vacina para atendimento dessas vítimas.  Até o momento, nunca houve óbito registrado no hospital, mas o atendimento precisa ser imediato para diminuir esse risco.

O Ministério da Saúde orienta como pode ocorrer a prevenção:

– Não andar descalço;
– Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem;
– Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, etc;
– Não depositar ou acumular material inútil junto à habitação rural, como lixo, entulhos e materiais de construção;
– Controlar o número de roedores existentes na área para evitar a aproximação de serpentes venenosas que se alimentam deles;
– No amanhecer e no entardecer, nos sítios ou nas fazendas, chácaras ou acampamentos, evitar a aproximação da vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins.

Serviço:
O Hospital Geral de Tailândia fica na Avenida Florianópolis, s/n, no Bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752-3121.

 

 

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Por Tainá Dias

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