Diagnóstico de câncer de mama e colo de útero caem 20% no Pará durante pandemia

Neste período de pandemia, o número de cancelamento e reagenda mento de consultas ginecológicas diminuíram significantemente gerando uma redução preocupante no diagnósticos dos canceres de mama e colo de útero. As informações foram divulgadas pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

De acordo com os dados divulgados, nos períodos pré e pós-pandemia, houve uma redução de 23,4%1 na realização de mamografias e biópsias de colo uterino. No estado do Pará, a queda nos números do primeiro exame foi de 24,9%. Os exames de colo de útero, por sua vez, recuaram 8,6%.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 1560 paraenses desenvolveram essas neoplasias, no último ano. Delas, 312 desconhecem a presença da doença. No país, 24860 mulheres ficaram sem diagnóstico dessas neoplasias.

Excetuando os tumores de pele não melanoma, os cânceres de mama e colo uterino são os mais incidentes em meio à população feminina, gerando elevado impacto na saúde, qualidade de vida e, infelizmente, em número de óbitos. Atualmente, a neoplasia da mama é responsável pelo maior volume de vítimas decorrentes de cânceres em mulheres. A taxa de mortalidade da doença é de 13,84/mil mulheres.

Quando manifestada no colo do útero, a doença mostra-se igualmente preocupante. Nos últimos dez anos (2008-2018), a taxa de mortalidade decorrente da neoplasia saltou 33%, resultando em uma vítima a cada 90 minutos, de acordo com o Ministério da Saúde.

O médico acrescenta que fatores biológicos não são os únicos ligados ao aparecimento da doença. Aspectos sociais como baixa escolaridade e etnia não branca tornam-se indicadores que revelam as diferenças no acesso a medidas preventivas e diagnóstico precoce.

Por Roma News

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