Foto: Elielson Modesto/ Arquivo Amazônia Hoje

Nos últimos nove anos, o Brasil desativou 15,9 mil leitos de internação pediátrica, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas.

No Pará, houve queda de 444 leitos. Ainda no Estado, os 2.350 leitos disponíveis somente no Sistema Único de Saúde (SUS) caíram para 1.848 leitos, ou seja, 502 a menos. Destes, 85 eram na capital, Belém. A cidade tinha 405 e caiu para 320 leitos de internação pediátrica pelo SUS. 

Além disso, faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil. No Pará, o déficit é de 314 leitos. No Estado, existem hoje somente 241 leitos, dos quais 140 pelo SUS. 

O levantamento é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e leva em conta os anos que vão de 2010 a 2019. Eles foram divulgados nesta segunda-feira (29) em alusão ao Dia do Pediatra, comemorado em 27 de julho. O novo estudo trata da disponibilidade de recursos físicos dos serviços de assistência à criança e ao adolescente no País. 

De acordo com o levantamento, com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mantidos pelo Ministério da Saúde, em maio de 2010 o País dispunha de 48,8 mil leitos no SUS. Em 2019, o número baixou para cerca de 35 mil – uma queda aproximada de quatro leitos por dia. 

Ainda de acordo com a SBP, quem conta com um plano de saúde ou procura atendimento em unidades privadas também viu cair em 2.130 o número de leitos no mesmo período.

Ao todo, 19 estados perderam leitos pediátricos na rede “não SUS”. São Paulo desponta com a pior queda: ao todo foram 762 unidades encerradas, seguido do Rio Grande do Sul (-251) e Maranhão (-217). Na outra ponta, o Pará aumentou de 417 para 475, isto é, 58 leitos. 

Fonte: O Liberal

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