Frio devido as chuvas causa câimbras nos paraenses; veja como evitar!

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Quem nunca sentiu aquela dormência dolorosa, que começa de uma hora para outra nas mãos, nos pés, nas pernas, que impede, inclusive, de executar alguns movimentos? A câimbra é um problema muito comum, que afeta pessoas em diferentes idades e circunstâncias principalmente devido o frio causado pelas chuvas paraenses.

A pedagoga, Marilene Melo, 56, tem sido alvo desse problema incômodo, que acomete principalmente durante a noite. “Ultimamente tem me dado câimbra muito nas mãos. Às vezes eu custo a dormir”, ela conta. Nestes últimos dias, com as noites chuvosas do inverno amazônico, as câimbras têm aparecido com mais frequência, mas Marilene admite que não tem certeza se há relação direta com o frio. Ela conta também que não sabe o que fazer quando elas vêm: “quando ela dá na perna eu fico em pé até passar”.

Segundo o ortopedista do Hapvida, Renato Pinto, a câimbra é uma contração involuntária do músculo e pode ter diversas causas, sendo algumas delas: a prática de exercícios físicos extenuantes, baixa concentração de potássio na corrente sanguínea ou o acúmulo de lactose nos tecidos musculares.

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Um fator que facilita o aparecimento do problema coincide com a circunstância em que surge a câimbra nas mãos da pedagoga Marilene: o frio. “O tempo frio aumenta a incidência de câimbra, pois, no inverno, os músculos ficam naturalmente mais contraídos e, como a câimbra é uma contração muscular, sua incidência ocorre com maior frequência nessas épocas”, confirma o doutor Renato.

Mas vale ressaltar que é preciso fazer uma investigação médica adequada para identificar as causas reais do problema, principalmente porque é comum que as câimbras tenham relação com outras complicações na saúde. O ortopedista conta que pessoas que têm varizes, doenças do fígado, deficiência de potássio, cálcio e magnésio no organismo, hiponatremia (baixo teor de sódio no sangue), neuropatia periférica do diabetes (um distúrbio nervoso causado pelo diabetes) e distúrbios de tireoide, por exemplo, apresentam maior incidência de câimbras.

O médico também lembra que há câimbras de diferentes tipos: “existem várias classificações, porém, as mais comuns são as noturnas, as relacionadas à gravidez e as decorrentes de exercícios físicos”. Renato explica o porquê de mesmo as pessoas que praticam atividades físicas apresentarem câimbras: “existem várias teorias. Uma delas é que o músculo, ao utilizar a glicose como combustível ao longo da prática dos exercícios, acaba produzindo ácido lático que, em grande concentração nos tecidos musculares, causa, consequentemente, a câimbra”.

A professora Marilene conta que não tinha o hábito de praticar exercícios físicos, apenas recentemente começou a fazer caminhadas, e a câimbra das pernas deu uma trégua, mas continua persistente nas mãos. O ortopedista dá dicas do que deve ser feito para tentar evitar essas contrações incômodas: “é importante ter uma alimentação equilibrada e manter uma boa hidratação”. Isso inclui, segundo o médico, a ingestão de frutas, como banana, abacate, melão, mas também legumes e verduras, como batata doce e brócolis. Para o pré-treino a recomendação é prática: é preciso “realizar alongamentos antes dos exercícios”, afirma Renato.

Vale ressaltar que não existe uma relação direta entre câimbra e idade, apesar de a maior incidência ocorrer com pessoas mais velhas. Todas as faixas etárias podem ter câimbra. O ortopedista orienta sobre o que deve ser feito quando ela começa: “durante a crise a pessoa deve procurar alongar a região acometida pela câimbra de maneira suave sem deslocamentos bruscos”.

Com informações de Roma News

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