A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Pará foi iniciada em 1º de maio. Serão investidos R$ 243.588,00 no combate à doença.
PARÁ – A vacinação do rebanho de bovinos e bubalinos, que prossegue até 31 de maio, só ainda não está sendo realizada nos municípios do Arquipélago do Marajó e nos municípios de Faro e Terra Santa, no oeste paraense. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), responsável pela campanha, investirá R$ 243.588,00 no combate à doença em 2.383 propriedades rurais, que estão em áreas consideradas de maior risco para a doença. A Adepará acompanha o trabalho para garantir que todo o processo de vacinação atenda às metas da Agência, a qual mobiliza mais de 520 servidores na campanha.
Esta etapa abrangerá 105.363 propriedades rurais. De acordo com Elton Toda, gerente do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), da Adepará, o próprio produtor rural compra a vacina e faz a aplicação. Ele reafirmou que a vacina contra aftosa não oferece risco à saúde pública. “É uma vacina atenuada”, disse o gerente.
Segundo Elton Toda, o produtor rural deve ser cadastrado pela Adepará e comprar a vacina em revendedora credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também é obrigatório verificar se as vacinas estão armazenadas na temperatura correta, entre 2º e 8ºC; utilizar uma caixa térmica com gelo e lacre; manter a vacina no gelo até o momento da aplicação e usar agulhas novas, adequadas e limpas. O lugar correto da aplicação é na “tábua do pescoço”, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. O proprietário que não participar da campanha será autuado pela não vacinação dentro do prazo.
Notificação – A notificação de vacinação deve ser feita 15 após dias o encerramento da campanha. O produtor deve comparecer ao escritório da Adepará levando a declaração de vacinação e a nota fiscal de compra das vacinas. A Adepará realizará a busca aos que não fizeram a vacinação. “Como estamos há mais de 10 anos sem foco de aftosa, tem produtor que acha desnecessária a ação”, frisou Elton Toda.
A vacinação é obrigatória em todo o país, exceto em Santa Catarina, Estado considerado zona livre de febre aftosa sem vacinação. No Pará, 44 municípios localizados nas regiões centro-sul, sudeste, sudoeste e sul, já estão em zona livre de febre aftosa com vacinação, desde 2007.
A expectativa do Ministério da Agricultura é que 166 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira etapa. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Ênio Marques, o sucesso da campanha depende também da participação ativa dos produtores. “Estamos próximos de reconhecer o Brasil como livre de aftosa com vacinação, mas para isso é necessário que os produtores também colaborem, vacinando corretamente o gado e mobilizando os vizinhos para a campanha”, destacou.
A febre aftosa é uma doença contagiosa e se espalha rapidamente. Os sintomas são febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas; isolamento e salivação excessiva. Os animais também começam a mancar, a ter os pelos arrepiados e a parar de comer e beber.
A comunidade internacional estabelece barreiras comerciais à carne oriunda de regiões onde ainda ocorrem a febre aftosa, causando prejuízos econômicos e sociais a países produtores.
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Andréa Ferreira – Adepara

