O auxílio emergencial de R$ 600 removeu temporariamente da extrema pobreza 72% dos domicílios brasileiros que receberam os recursos, segundo um estudo do Ministério da Economia.
O estudo afirma que, com o auxílio de R$ 600, mais de 7 em cada 10 domicílios saíram do grupo mais vulnerável e se moveram temporariamente para faixas superiores de renda.
Para chegar à conclusão, técnicos da pasta dividiram a análise dos beneficiados em dez faixas de rendimento, sendo a mais vulnerável aquela com a renda de até R$ 56,62 mensais por pessoa.
Esse grupo está em situação de extrema pobreza, segundo critérios usados pelo governo federal (famílias com renda mensal de até R$ 89 per capita).
Esses domicílios são formados por pessoas que não possuem uma fonte de recursos advinda do mercado de trabalho formal e por indivíduos sem qualquer tipo de renda.
A linha da extrema pobreza usada pelo governo é mais baixa do que as adotadas por organismos internacionais.
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que está na categoria quem tem renda mensal de US$ 1,90 por dia (ou R$ 304,38 mensais, considerando a cotação de quinta-feira).
As informações são do jornalista Fábio Pupo, que em reportagem na Folha de S.Paulo destaca ainda que têm direito ao auxílio concedido durante a pandemia quem for beneficiário do Bolsa Família e aqueles acima de 18 anos sem emprego formal, além de microempreendedores individuais (MEI). É preciso atender a certos critérios de renda.
Por Folha de São Paulo
