A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, chamou atenção para o número crescente de acidentes na região. De acordo com dados do governo indonésio, divulgados em março, 180 pessoas se acidentaram e 8 morreram nas trilhas do Parque Nacional do Monte Rinjani entre 2020 e 2025.
Juliana fazia um mochilão pela Ásia e caiu em um penhasco no último sábado (21), a cerca de 650 metros da encosta, enquanto subia em direção ao cume do vulcão. O corpo dela foi encontrado quatro dias depois, após tentativas de resgate complexas por causa do clima e da dificuldade do terreno.
Brasileira que caiu em vulcão na Indonésia é encontrada morta
Números de acidentes e mortes
Nos últimos cinco anos, os acidentes na região aumentaram significativamente, principalmente após a pandemia:
• Acidentes:
2020 – 21 casos
2021 – 33 casos
2022 – 31 casos
2023 – 35 casos
📲 Participe do Canal do Portal Tailândia no WhatsApp
📲 Acompanhe o Portal Tailândia no Facebook, no Instagram e no X.
2024 – 60 casos
• Mortes registradas:
2020 – 2 mortes
2021 – 1 morte
2022 – 1 morte
2023 – 3 mortes
2025 – 1 morte (Juliana Marins)
Entre os feridos, 44 eram turistas estrangeiros e 136 locais. Os tipos de acidentes mais comuns envolvem quedas e torções, com 134 ocorrências registradas.
Por que tantos acidentes?
Segundo o relatório oficial, o crescimento do turismo no local impulsionou a economia, mas também aumentou os riscos. Muitos visitantes ignoram normas de segurança, como uso de equipamentos adequados, preparo físico e respeito às trilhas sinalizadas.
Em março, o governo da Indonésia recomendou a criação urgente de um protocolo de busca e resgate, além de melhorias nas sinalizações e nas equipes de salvamento.
Trilha perigosa
O Monte Rinjani, com 3.726 metros de altitude, é o segundo vulcão mais alto da Indonésia. A trilha até o cume pode levar de dois a quatro dias e envolve subidas íngremes, clima instável e risco elevado de acidentes, principalmente em épocas de neblina.
Outros casos recentes
• Boaz Bar Anam (2022): turista de nacionalidade portuguesa caiu de 150 metros ao tentar tirar uma selfie. Corpo foi encontrado após quatro dias de buscas.
• Melanie Bohner (2024): suíça morreu ao escalar sozinha uma rota não oficial. Caiu em um barranco.
• Turista malaio (2024): de 57 anos, caiu de uma ravina de 80 metros após soltar a corda de segurança. Recusou ajuda de guias e estava em meio à neblina.
Todos os casos envolveram quedas em áreas perigosas, muitas vezes fora das rotas oficiais e sem uso de equipamentos adequados.
Com informações do G1
