imagem: reprodução

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) teria oferecido uma filha afetiva do casal para pastores estrangeiros, é o que diz o depoimento obtido pelo Fantástico, sobre investigação que aponta a parlamentar como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.  

“(A testemunha) lembra que em determinada época (os familiares) receberam a visita de pastores pentecostais estrangeiros. (…) O declarante lembra que, como forma de recepção para os tais pastores, (uma das filhas) foi oferecida sexualmente para os mesmos. Flordelis foi quem fez a oferta”

Os relatos das testemunhas também falam das relações sexuais entre Anderson e uma filha afetiva, além de noitadas em “casas de swing”. Segundo a denúncia, há uma “completa dissociação entre a imagem construída e as práticas do grupo familiar”.

“A testemunha se recorda que [o pastor] Anderson (…) com a permissão de Flordelis (…) se relacionava sexualmente” com uma das filhas afetivas, que “não gostava dessa situação, mas obedecia” a mãe.

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio, Flordelis mandou matar o marido por questões financeiras e poder na família — — o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Nesta segunda, oito pessoas foram presas pelo envolvimento no crime, durante a Operação Lucas 12. Flordelis não pôde ser presa por causa da imunidade parlamentar — quando somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão. As prisões foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Niterói, que aceitou a denúncia do MP e tornou Flordelis ré.

Por: O Globo

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