Foto: Cristiano Martins/ Arquivo

O volume de serviços no Pará encerrou em março com queda acentuada de 1,0%, na comparação com fevereiro, repetindo o desempenho negativo dos dois meses anteriores – janeiro (-0,7%) e fevereiro (-6,5%) -, que interromperam três meses consecutivos de taxas positivas nessa comparação. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da retração, o resultado é mais baixo que o observado no mesmo período de 2018: -2,1%.

Na comparação com março do ano passado, a pesquisa registrou uma redução mais acentuada de 6,6%. Essa variação negativa, junto com o resultado de fevereiro último (-2,4%), também cessam a reação observada no Estado neste tipo de análise, que registrava índices positivos desde outubro do ano passado. Já para os meses de março, a última variação positiva foi anotada em 2015 (4,7%). No mesmo período de 2018, o setor de serviços do Estado registrou a maior queda já registrada no mês no Estado:-9,7% -9,7%

Os indicadores apontam que o setor de serviços ainda é o mais afetado no Estado pelos efeitos da crise econômica. A produção industrial paraense, por exemplo, que despencou 11,3% na passagem de fevereiro para março, ainda assim acumula nesse primeiro trimestre de 2019 variação positiva de 0,7%. Já a taxa de produção do varejo paraense em 2019 é de 4,1%. Em compensação, entre janeiro e março desse ano, o setor de serviços do Estado segue negativo, com decréscimo de 2,0% – bem diferente da media de expansão observada antes da crise, com alta em torno de 3%.

Regionalmente, 16 das 27 Unidades da Federação assinalaram retração no volume dos serviços em março de 2019, na comparação com fevereiro, acompanhando a retração de 0,7% do índice nacional. Entre as localidades com resultados negativos, destaque para São Paulo (-0,9%), Rio Grande do Sul (-4,0%) e Mato Grosso (-7,7%). Já o principal resultado positivo veio do Rio de Janeiro (1,0%).

Com informações O Liberal.

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