Foto: SEDUC

Um grupo de alunos da Escola Técnica Estadual de Tailândia, no nordeste paraense, mostrou na segunda-feira, 29, no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) da XXI Feira Pan-Amazônica do Livro, o trabalho desenvolvido pelo curso de Tecnologia Agroindustrial, onde aprenderam a transformar bagaço do caju em biscoito tipo cookies e licor.

Já os alunos do Curso de Segurança no Trabalho apresentaram protótipo de semeadora manual ergonômica, que faz o plantio na metade do tempo do plantio manual e ainda preserva a postura do trabalhador rural, no momento do plantio.

Natalie Gutierrez, professora da turma, que é formada em Tecnologia de Alimentos, explicou que a farinha elaborada a partir do bagaço do caju é altamente adocicada e com odor bastante característico e agradável.

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Já para a produção do licor é utilizado o fruto integralmente, inclusive a castanha. “Para se chegar ao cookie é adicionado à farinha apenas a castanha do caju, sal e açúcar mascavo. A próxima etapa é continuarmos as pesquisas para levantar o valor nutricional total do produto e, futuramente, garantir produção em larga escala para que possa inclusive, fazer parte da merenda escolar”, disse a professora.

Márcio Santos, assistente administrativo que visitou o estande da Seduc avaliou de forma muito positiva o trabalho desenvolvido pelas escolas técnicas. “Estimular a produção científica é um dos braços da educação que mais trazem resultados positivos para a formação de profissionais que estão em plena evolução e descobrindo novos caminhos e muitas alternativas”, disse.

O projeto teve como professor orientador Benedito de Nascimento Sousa e foi desenvolvido por oito estudantes: Franciele Faustino, Jhonata Batista, Letícia Sousa, Lindinalva Lima, Luciana Lopes, Tainara Eduarda, Thalia Rodrigues e Sebastião Santana. A Escola Técnica de Tailândia oferece ainda os cursos de Floresta, Agropecuária, Secretaria escolar, Segurança no trabalho e Informática.

Semeadora ergonômetra – Permitir ao homem do campo em postura ereta para espalhar as sementes em filas e no mesmo momento cobrir os sulcos com um único equipamento é a proposta da plantadeira criada pelos alunos do curso de Segurança do Trabalho da Eetepa de Tailândia. O equipamento, que pode ser produzido ao custo de R$ 30,00, foi apresentado também nesta segunda-feira, no estande da Seduc. A engenheira de Segurança do Trabalho, professora da turma, explica que o invento ainda precisa ser aperfeiçoado, mas já é aceito como uma solução para a cultura de coentro e de outras sementes pequenas, na região. “Estamos trabalhando nesse projeto desde 2016, os testes comprovam grande eficiência na semeadura e menor desgaste físico do agricultor, que fica curvado durante o plantio manual, causando sérios problemas de coluna mais tarde”, disse

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