Números do CAGED mostram que desemprego assombra Tailândia

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED do Ministério do Trabalho aponta que nos três primeiros meses de 2017 Tailândia perdeu 294 postos de trabalho. Foram 527 admissões contra 821 demissões entre janeiro e março de 2017, envolvendo todos os setores da economia local.

Dos três primeiros meses de 2017, março foi o pior mês para o trabalhador com 147 postos de trabalhos fechados. O número corresponde a quase metade da microrregião a qual Tailândia faz parte, Tomé-Açu. Entre os cinco municípios que compõem a microrregião, Tailândia tem o pior desempenho nos três primeiros meses do ano. Tailândia (-294), Tomé-Açu (-235) Moju (-38), Acará e Concordia do Pará apresentaram números positivos na geração de emprego, Acará (33), Concórdia do Pará (159).

Os números mostram que além do inverno amazônico, a crise econômica que atinge o Brasil desde 2014, também reflete no desempenho da economia da cidade. Nos últimos três anos os dados do CAGED mostram perdas consecutivas em postos de trabalho em Tailândia, entre os meses de janeiro e março apenas.

Entre esses três primeiros meses dos anos de 2015, 2016 e 2017 Tailândia registrou perdas em postos de trabalho. O pior desempenho foi em 2015 com mais de 693 postos de trabalho fechados, 2016 com 660 perdas e 2017 com 294. Esses números só não são piores que os números pós Arco de Fogo, quando neste mesmo período de 2009 foram fechados 703 postos de trabalhos.

Em ralação ao período de 12 meses, 2015 foi o pior ano da crise em Tailândia com mais de 1.500 demissões, em 2016 mesmo esse número sendo reduzido para 342, o trabalhador continuou sentindo a crise bater à porta com a falta de emprego.

A perspectiva mais otimista é que com a chegada do verão amazônico, e políticas públicas de incentivo à geração de emprego e renda como atração de novas indústrias, as vagas no mercado de trabalho voltem a aparecer.

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