De acordo com dados da SESPA, Secretaria de Saúde Pública do Pará, os diagnósticos de HIV e AIDS em Tailândia entre 2014 e 2018, foram de 183 novos casos, sendo que 60 foram de AIDS e 123 de HIV.
Os dados apontam ainda o números de pessoas mortas em decorrência da AIDS em Tailândia, entre 2014 e 2018. Neste período, 26 pessoas morreram por causa da doença. No mesmo período, a doença levou 3.180 pessoas a óbito no Pará.
Da Microrregião de Tomé-Açu, composta por cinco municípios, Acará, Tomé-Açu, Concórdia do Pará, Moju e Tailândia, o quadro mais grave é de Tailândia.
A SESPA não apontou quantas pessoas fazem tratamento de AIDS ou HIV em Tailândia, mas esse número pode ultrapassar das 100 pessoas. O maior problema, é que muitas pessoas acabam nem fazendo o tratamento.
Os diagnósticos em Tailândia são feitos no CTA – Centro de Triagem e Acompanhamento do município, localizado no AME – Ambulatório Médico de Especialidades, no bairro Santa Maria.
DOENÇA NO PARÁ
No Pará, 40% dos casos novos de infecção pelo vírus HIV se concentram na população transexual, atesta a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). É um público evidentemente vulnerável e que vem sendo foco de campanhas – embora já seja notório que não há grupo algum, nem identidade de gênero, nem opção sexual que configure grupo de risco frente ao vírus.
Em relações homoafetivas, os homens são os mais vulneráveis. Já em relações heteroafetivas, há mais casos novos em mulheres. Nestes casos, há um destaque na falha de prevenção entre homens. O contato sexual sem preservativos ainda é, disparadamente, a principal fonte de transmissão do vírus HIV. Os casos novos ocorrem, principalmente, na faixa etária de 20 a 49 anos. Um público relativamente jovem, geralmente com mais acesso. Esse perfil é baseado em informações da Sespa.
DIAGNÓSTICOS AVANÇAM
Deborah Crespo, coordenadora estadual de IST / Aids da Sespa, diz que há muitos avanços no diagnóstico, mas o preconceito (incluindo dos próprios pacientes), a vergonha e falta de compromisso com um tratamento que vai durar a vida toda, levam a índices ainda insatisfatórios de mortalidade.
Anualmente, no Estado, entre 500 e 600 pessoas morrem por complicações da Aids. O descuido com a prevenção e a falta de informação ainda são geradores de uma quantidade de casos novos que permanece preocupando a saúde pública.
Em 2017, aponta a Sespa, 1.797 adultos e 15 crianças foram diagnosticados com o vírus HIV no Pará. Todos iniciaram tratamento pelo SUS. No mesmo período, outros 798 adultos e 14 crianças manifestaram os sintomas da Aids, composta por um quadro de enfermidades ocasionadas pela perda das células de defesa em decorrência da infecção pelo vírus HIV.
ATENÇÃO À SAÚDE
De janeiro e julho deste ano, a Sespa registrou que 697 adultos e seis crianças foram diagnosticados com o vírus HIV e já estão em tratamento. Ainda nos primeiros sete meses deste ano, 307 adultos e quatro crianças desenvolveram os sintomas da Aids. Ao todo, estão disponíveis no Pará 74 Centros de Testagens e Acolhimento (CTAs).
Dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) mostram que, de janeiro a abril deste ano, 353 pacientes (170 mulheres), precisaram ser internados para conter o avanço das sequelas da Aids em hospitais de média e alta complexidade no Pará. Estes fazem parte do universo de aproximadamente 10 mil pessoas, entre adultos e crianças, que fazem tratamento para HIV/Aids no Pará por meio de uma rede de serviço própria para o trabalho de prevenção e para o monitoramento dos pacientes soropositivos.
CASOS
Os 10 municípios paraenses que registraram mais mortes acumuladas entre 2014 e julho deste ano foram Belém (1.083 óbitos), Ananindeua (285), Marabá (124), Santarém (84), Castanhal (70), Marituba (61), Bragança (60), Itaituba (57), Tucuruí (47) e Paragominas (39).
Em relação às faixas etárias que predominam estar com a infecção no Pará, estão a que estão entre 20 e 30 anos; 30 e 40 anos e de 50 a 60 anos. No período de 2014 a 2017 houve uma redução de mais de 4,8% no coeficiente de mortalidade no Pará, que passou de 8,2 para 7,8 óbitos por 100 mil habitantes.
O mais recente boletim epidemiológico de HIV/Aids emitido pelo Ministério da Saúde, em dezembro do ano passado, mostrou o ranking das Unidades da Federação (UF) referente às taxas de detecção de Aids: os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina apresentaram as maiores taxas, com valores de 34,7 e 31,9 casos por cada 100 mil habitantes.
Nesse relatório, o Pará configurou como o segundo lugar na Região Norte, cuja liderança de casos é do Amazonas. No ranking nacional, encontra-se em quinto lugar com valor de 25 casos por cada 100 mil habitantes.
