Família nega crime envolvendo política na morte de pedreiro em Tailândia

A família de Adão Barbosa de Oliveira, de 58 anos, contesta a hipótese de que o homicídio do trabalhador tenha sido motivado por questões políticas. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A família de Adão Barbosa de Oliveira, de 58 anos, contesta a hipótese de que o homicídio do trabalhador tenha sido motivado por questões políticas. Ele foi morto por volta das 5h da manhã de segunda-feira (26), dentro da própria residência, localizada na Rua Paricá, no bairro Vila Macarrão, em Tailândia, nordeste do Pará.

Em entrevista, a irmã da vítima afirmou que a família está revoltada com o ocorrido e cobra que o caso seja esclarecido. Segundo ela, a suspeita é de que Adão tenha sido morto durante uma possível tentativa de roubo, e não por divergências políticas, como apontado inicialmente.

A familiar também destacou que Adão e Antonio Damaico Souza Evangelista, apontado como autor do crime, já se conheciam e chegaram a ser vizinhos. Ela afirmou ainda que os dois votaram no mesmo candidato, contestando a possibilidade de que uma divergência eleitoral tenha motivado o homicídio.

“ A gente está revoltado com tudo isso. Nós não queremos vingança, nós queremos justiça”, declarou a irmã.

Família descreve vítima como trabalhador e honesto

Durante o relato, a irmã também falou sobre os hábitos pessoais de Adão. Segundo ela, o irmão consumia bebidas alcoólicas, geralmente nos fins de semana, mas não era dependente de álcool. A familiar ressaltou que ele era um homem trabalhador e honesto.

“Meu irmão foi morto espancado covardemente. Foi um crime monstruoso”, afirmou.

A família espera que as circunstâncias e a verdadeira motivação do crime sejam esclarecidas pelas autoridades policiais.

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Suspeito confessou o crime, segundo a Polícia Civil

Conforme informações apuradas inicialmente, Adão teria recebido em casa Antonio Damaico e Diomar Costa de Oliveira. Os três teriam consumido bebida alcoólica antes do homicídio. A vítima teria sido atingida por golpes de garrafa.

Ainda segundo os relatos colhidos após o crime, Antonio Damaico teria contado a Diomar que havia cometido o homicídio. Durante o interrogatório na Polícia Civil, o suspeito também teria confessado o crime.

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A Polícia Militar realizou diligências e localizou Antonio Damaico na Rua Irituia. Ele e Diomar foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Tailândia para os procedimentos legais.

De acordo com as informações levantadas, Antonio Damaico responde por outros crimes, incluindo roubo, homicídio no município de Tucumã e tentativa de homicídio.

Até a divulgação das informações iniciais, a Polícia Civil finalizava os procedimentos para solicitar a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

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